Compras feitas por emendas PIX são até 25% mais caras, aponta relatório da CGU
Segundo a auditoria, se as compras passassem a ser centralizadas em ministérios federais haveria economia aos cofres

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Um relatório da Controladoria-Geral da República (CGU), enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 22 de julho, concluiu que as chamadas "emendas PIX" saem mais cara e não contam com transparência nem rastreabilidade.
Mais de 3 mil registros de compras de maquinário como retroescavadeiras, motoniveladoras e tratores de esteiras foram analisadas em todo o país. As compras de ministérios também foram comparadas com as realizadas por convênios e por emendas PIX.
Conforme o relatório, cinco tipos de equipamentos chegaram a custar R$ 12,9 bilhões. Se os ministérios fizessem compras de forma centralizada, sem emenda ou convênios, poderiam ter economizado cerca de 25%.
O documento explica que o preço mais caro da compra por emendas é consequência da fragmentação dos gastos, ou seja, aquisições pulverizadas de equipamentos.
A CGU aponta no relatório que, se as compras passassem a ser centralizadas em ministérios federais, com pesquisa de preços, haveria economia aos cofres públicos.
O órgão ressalta ainda que o documento não é um questionamento sobre a legalidade das emendas parlamentares, mas das consequências da fragmentação dos gastos.


