Conheça o miliciano responsável por negociar emendas parlamentares para instituto com o gabinete de Flávio Bolsonaro
Ele ainda é condenado por envolvimento na organização criminosa que assassinou Marielle Franco e Anderson Gomes.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O miliciano Robson Calixto Fonseca, o "Peixe", que parece em investigação sobre suspeita de desvio de emendas parlamentares para entidades ligadas aos irmão Brazão, tinha uma longa história com a família.
Ex-assessor de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Peixe é apontado como um operador do grupo.
Ele era o responsável por garantir o envio de emendas parlamentares para entidades a qual indicava. Um dos casos foi a negociação feita com o gabinete de Flávio Bolsonaro que resultou no repasse de quase R$ 200 mil para o projeto "Jogadores do Futuro" ligado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP).
O mesmo instituto ainda teria recebido R$ 300 mil da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) e R$ 1,5 milhão do então deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos. O acaso está sob investigação.
Sobre o envolvimento na morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Peixe foi apontado como um interlocutor entre os irmãos Brazão e a organização criminosa responsável pelo crime por Ronnie Lessa. O ex-assessor ainda teria sido o responsável por obter a arma usada no crime, a submetralhadora HK MP5 .
Além disso, um relatório da Polícia Federal aponta Calisto como o responsável por arrecadar recursos obtidos através de extorsões praticadas por grupo miliciano do Rio de Janeiro. O caso começou a ser apurado após informações compartilhadas em 2018 no Disque-Denúncia.


