MPRJ pede condenação dos 4 réus por estupro coletivo em Copacabana
Os acusados estão presos desde março; o processo entrou fase final

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a condenação dos quatro homens acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Os acusados, Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março e negam as acusações, alegando que a relação sexual foi consensual.
Em depoimento, os réus negaram ter cometido o crime e dizem se sentir “injustiçado e constrangido” com a acusação", diz Victor Hugo Simonin. Eles alegam que a vítima estava tranquila e deixou o local sem reclamações. Bruno Allegretti afirmou que a jovem poderia estar arrependida de ter ficado com os 5 homens ou imaginou estar sendo filmada.
Segundo a investigação, a menina foi convidada por um adolescente, com quem já havia se relacionado, a ir ao apartamento onde o crime aconteceu. A vítima relata que não consentiu em ter relações sexuais com o grupo e foi agredida com tapas, socos e chutes.
A justiça determinou a internação do menor de idade por seis meses. Segundo a sentença, o jovem foi responsável por convidar a vítima e os outros homens para o apartamento.
MP diz que houve a descredibilização da vítima
O MPRJ destacou no documento final enviado à Justiça que houve várias tentativas por parte dos réus e das defesas de descredibilizar o depoimento da vítima ao longo das audiências de instrução e no julgamento.
Para o MP, a adolescente foi tratada como um objeto à disposição do grupo. A promotora alegou que a violência, além de atingir a liberdade sexual da jovem, representou uma relação de domínio e controle sobre o corpo feminino.
Relembre o caso
Em janeiro deste ano quatro jovens e um adolescente foram indiciados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro pelo estupro coletivo de uma estudante de 17 anos de idade em Copacabana.
Câmeras do circuito de segurança mostram os cinco entrando no apartamento onde ocorreu o crime. A vítima contou à polícia que recebeu o convite de um colega de escola para ir à casa de um amigo dele. Ao chegar, o colega, o único adolescente, insinuou que eles fariam "algo diferente", o que a jovem recusou. No apartamento, ela foi trancada em um quarto com os homens que a forçaram ter relações sexuais.
“No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela", informou a Polícia Civil.


