CPMI do inss teve prazo encerrado antes de conseguir dados de aeronaves ligadas a Daniel Vorcaro
Segundo o blog Igor Gadelha, decisão limitou prazo para acesso a informações de aeronaves usadas por Moraes e Toffoli

Foto: Agência Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não prorrogar a CPMI do INSS, o que restringiu o tempo disponível para que a comissão obtivesse dados sobre voos de ministros da Corte em aeronaves da Prime Aviation, empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações são do blog Igor Gadelha, do Metrópoles.
A CPMI havia aprovado requerimento para obter informações de passageiros da empresa, incluindo voos desde 2015. A Prime Aviation solicitou prorrogação de prazo em pelo menos duas ocasiões, alegando dificuldade para reunir os dados. Em ofício enviado em 24 de março, quatro dias antes do encerramento da comissão, a empresa informou que não seria possível atender à solicitação no tempo disponível.
Dois dias depois, em 26 de março, o plenário do STF derrubou a decisão do ministro André Mendonça de estender os trabalhos da comissão, e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), não prorrogou a CPMI. Caso tivesse sido concedido o prazo adicional de 60 dias, a comissão teria mais tempo para solicitar informações à Prime Aviation.
Reportagens da Folha de S. Paulo revelaram que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, utilizaram jatos da empresa de Vorcaro. O ministro Dias Toffoli, que foi relator do Caso Master, também voou em aeronaves do banqueiro, segundo registros da Anac. Um desses voos ocorreu em 4 de julho de 2025, saindo de Brasília em direção a Marília (SP), próximo ao resort Tayayá, do qual Toffoli foi sócio.


