Crise climática: segundo maior lago da Bolívia desaparece
Lago Poopo está completamente seco e especialistas põem em dúvida se o nível voltará a subir

Foto: Getty Images
Não é novidade que os efeitos da crise climática estão ficando cada vez mais evidentes no mundo. O lago Poopo, na Bolívia, por exemplo, já foi conhecido por ser o segundo maior do país. Além disso, a água do lago banhava toda a costa da ilha de Isla de Panza. Atualmente, ele desapareceu e os moradores podem simplesmente caminhar pela terra rachada que se formou.
De acordo com os especialistas, o lago secou em 2015. Cientistas dizem que o antigo lago foi vítima de décadas de desvio para necessidades regionais de irrigação. Mas um clima cada vez mais quente e seco fez com que a recuperação fosse cada vez mais improvável.
A cultura indígena local afirma que o lago está programado para encher a cada 50 anos, em 2026. Contudo, devido a situação precária da região, especialistas estimam que a tradição dará frutos. Os cientistas estão ficando céticos. Jorge Molina, pesquisador da Universidad Mayor de San Andrés, disse que a Cordilheira dos Andes está ultrapassando o aumento da temperatura média global, especialmente durante o dia, o que significa que a evaporação aumentou, tornando-se especialmente difícil para um lago raso, e sua flora e fauna, para sobreviver.
“O lago está cada vez mais secando. Um lago que é terminal se tornará uma planície de sal com o tempo. Não é mais um lago funcional. Um lago que seca com muita frequência não é mais funcional para a fauna, a flora e a biodiversidade”, disse Molina à Reuters.


