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Crise econômica provocada pela Covid-19 gera reajuste de 18% no valor de aluguéis

Locadores de imóveis residenciais e comerciais temem perda de inquilinas

Por Da Redação
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Crise econômica provocada pela Covid-19 gera reajuste de 18% no valor de aluguéis

Foto: Reprodução/Jornal Contábil

A crise provocada pela Covid-19 provocou uma queda no valor dos novos contratos de aluguéis de imóveis residenciais e comerciais e inibiu a aplicação automática de reajuste pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado). Puxado pelo dólar, em 12 meses até setembro, houve um aumento de quase 18%. Diante do aumento do número de imóveis vagos, o temor dos locadores de perder os inquilinos abriu espaço para a manutenção do valor do aluguel na data do reajuste ou a aplicação de uma correção bem menor do que o previsto no contrato.

Para Bruno Oliva, coordenador de pesquisas da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), apesar do IGP-M ser um indicador amplamente utilizado para a realização de reajustes dos valores de locação, ele não serve como retrato das condições de oferta e demanda por aluguel. "Neste contexto, não há razão para que ele reflita a realidade do mercado. É um índice composto por diversos itens, de preços ao consumidor final (as famílias) e custos de material de construção até insumos industriais.", disse.

Ele recorda que, nos últimos 12 meses até setembro, o IGP-M, que é muito afetado pelo câmbio, teve um aumento de quase 18% enquanto o Índice FipeZap de locação teve aumento de 3,2%. "Em situações como esta em que estamos agora, é comum haver negociação para que o IGP-M não seja repassado integralmente, justamente por não representar a realidade do mercado de locação", diz Oliva.

De acordo com o Quinto Andar, uma plataforma de aluguel de imóveis, desde o mês de março, quando a pandemia de Covid-19 se intensificou no país, houve um descolamento entre os valores de locação que eram pedidos nos anúncios e os dos contratos que foram fechados. Se antes da pandemia, o locatário conseguia pagar, em média, 3,7% a menos do que o pedido no anúncio, em outubro, a diferença era 10 8% menor em São Paulo e 13,5% menor no Rio de Janeiro. "A crise causada pela covid-19 acentuou a queda dos preços em SP e RJ. Com a preocupação de uma segunda onda do coronavírus, como se vê na Europa, o futuro da economia ainda é incerto. Isso dificulta qualquer tipo de previsão em relação ao valor do aluguel", diz Fernando Paiva, gerente sênior de Dados do Quinto Andar.

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