Cristiano Ronaldo inicia busca pelo último título que falta
Maior jogador da história de Portugal estreia na sexta Copa do Mundo da carreira em busca de uma conquista inédita.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Cristiano Ronaldo já conquistou praticamente tudo o que um jogador pode sonhar com a camisa de sua seleção. Campeão da Eurocopa em 2016 e bicampeão da Liga das Nações, o atacante se acostumou a quebrar recordes e acumular feitos históricos por Portugal. A partir desta quarta-feira (17), porém, o craque inicia mais uma tentativa de alcançar o único título que ainda falta em sua trajetória: a Copa do Mundo.
A estreia portuguesa será contra a República Democrática do Congo, às 14h (de Brasília), pelo Grupo K do Mundial de 2026. Mais do que o primeiro passo na competição, a partida marca o início daquela que pode ser a última oportunidade de Cristiano levantar o principal troféu do futebol.
Aos 41 anos, o camisa 7 chega aos Estados Unidos, México e Canadá cercado por expectativas. Não apenas pelo peso de sua história, mas também pela força de uma geração portuguesa considerada uma das mais qualificadas das últimas décadas.
Desde a seleção que alcançou o terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966, Portugal raramente chegou a um Mundial cercado por tanto otimismo. O elenco comandado por Roberto Martínez reúne nomes consolidados do futebol europeu, incluindo quatro campeões da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain: Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos.
Mesmo distante do auge físico, Cristiano continua sendo uma das referências da equipe. Entre as Eliminatórias para a Copa do Mundo e a campanha do título da Liga das Nações, o atacante participou de 15 dos 16 compromissos da seleção portuguesa, sendo titular em 14 deles. No período, marcou 13 gols. O Mundial de 2026 também representará mais um capítulo histórico para o atacante. Cristiano se tornará um dos jogadores com mais participações em Copas do Mundo, chegando à sexta edição disputada. A marca o coloca ao lado de Lionel Messi e Guillermo Ochoa entre os recordistas da competição.
A relação entre Cristiano Ronaldo e a Copa do Mundo é marcada por grandes atuações, mas também por frustrações. Sua melhor campanha aconteceu logo na estreia, em 2006, quando Portugal alcançou as semifinais na Alemanha. Na ocasião, a equipe foi eliminada pela França e terminou o torneio na quarta colocação. Naquele Mundial, o então jovem atacante ainda não utilizava a camisa 7 que se transformaria em sua marca registrada. Vestindo o número 17, marcou seu primeiro gol em Copas na vitória por 2 a 0 sobre o Irã, ainda na fase de grupos. Em 2010, na África do Sul, Cristiano voltou a ser um dos destaques portugueses. Marcou um gol, distribuiu uma assistência na goleada por 7 a 0 sobre a Coreia do Norte e foi eleito o melhor jogador da partida em três oportunidades. Apesar disso, Portugal acabou eliminado pela futura campeã Espanha nas oitavas de final.
A Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, foi a mais frustrante de sua carreira. Mesmo participando dos dois gols portugueses no torneio, com uma assistência diante dos Estados Unidos e um gol contra Gana, viu a seleção ser eliminada ainda na fase de grupos. Individualmente, seu melhor desempenho ocorreu em 2018. Na Rússia, Cristiano marcou quatro gols, incluindo um histórico hat-trick no empate por 3 a 3 com a Espanha. O atacante também decidiu a vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos, mas novamente Portugal caiu nas oitavas de final, desta vez diante do Uruguai. No Catar, em 2022, viveu um papel incomum. Depois de iniciar a competição como titular, perdeu espaço para Gonçalo Ramos durante o mata-mata e assistiu à eliminação portuguesa para o Marrocos nas quartas de final.
Ao longo de cinco Copas disputadas, Cristiano Ronaldo soma 22 partidas, oito gols e duas assistências. Também se tornou o primeiro jogador da história a marcar em cinco edições diferentes do Mundial, recorde que reforça sua longevidade em alto nível.
Agora, quatro anos depois, Cristiano volta ao principal palco do futebol mundial disposto a escrever um final diferente para sua história em Copas. Recordes individuais nunca foram problema para o camisa 7. O desafio, desta vez, é conquistar justamente o troféu que ainda falta em uma das carreiras mais vitoriosas da história do esporte.


