Deolane e outros seis investigados são indiciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao PCC
Polícia Civil de Presidente Vesceslau indiciou grupo após análise de materiais apreendidos em Operação Vérnix

Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Presidente Vesceslau, no interior paulista, indiciou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, além de outros seis investigados, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, após conclusão de relatório do inquérito da Operação Vérnix.
Conforme divulgado pela Polícia Civil (PC), o relatório detalha o resulto das investigações e apresenta a análise inicial dos materiais recolhidos nas buscas e encaminha a nova fase do processo, que inclui novos indiciamentos e solicitações de sequestros de bens.
Segundo as investigações, foram evidenciados novos elementos que reforçam os indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados.
A polícia afirma que mesmo diante das prisões, o grupo criminoso atua na reestruturação de empresas supostamente utilizadas para ocultar e dissimular patrimônio e recursos financeiros. Os investigadores ainda apontaram indícios do uso de novas pessoas jurídicas, movimentações patrimoniais e mecanismos alternativos para circulação de valores, entre eles, operações com ativos virtuais.
Diante das evidências obtidas, a Polícia Civil formalizou os sete indiciamentos contra Deolane e outros seis alvos, por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, a corporação também apresentou representações complementares ao Poder Judiciário.
Entre as solicitações feitas pela PC, estão a ampliação de bloqueios patrimoniais, o sequestro cautelar de veículos apreendidos durante a operação e a custódia judicial de joias e relógios localizados nas diligências.
Confira o nome de todos os indiciados:
• Alejandro Herbas Camacho Júnior;
• Deolane Bezerra;
• Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como contador do grupo;
• Everton de Souza;
• Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
• Marco Willians Herbas Camacho, o "Marcola", apontado como chefe da facção criminosa;
• Paloma Sanches Herbas Camacho.
A corporação detalhou que compartilhou informações com a Polícia Federal após a identificação de indícios de possíveis crimes tributários, e informou que as investigações seguem em andamento com a análise dos materiais apreendidos, que podem resultar em novas medidas contra o grupo, e novos possíveis envolvidos.
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