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Deputada do PL revela conluio para tentar impedir eleição de Érika Hilton à presidência de Comissão dos Direitos da Mulher

Em contrapartida, o voto de um parlamentar do PL ajudou a eleger Erika Hilton à presidência da comissão, na última quarta-feira (11)

Por Da Redação
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Deputada do PL revela conluio para tentar impedir eleição de Érika Hilton à presidência de Comissão dos Direitos da Mulher

Foto: Reprodução/Redes Sociais | Mário Agra/Câmara dos Deputados

A deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais, no sábado (14), no qual revelou um esquema com aliados para interferir nas votações para presidência da Comissão dos Direitos da Mulher e impedir a eleição da deputada federal Érika Hilton (Psol-SP). Parlamentar, no entanto, foi eleita com voto de

Na publicação, inicialmente a deputada afirma que a candidatura de Hilton para o cargo ocorreu por uma indicação do Psol, que tinha o direito de indicar um nome devido à "proporcionalidade partidária" da sigla.

A deputada relatou que tanto ela quanto aliados desaprovam a indicação do Psol, ao afirmar que Hilton não defende pautas prioritárias para as mulheres.

"Não nos representa por uma razão muito simples. O que a Érika Hilton representa hoje? Ela representa aquilo que são anti-valores, que nós mais combatemos, pois deixou claro no ato de posse que se importa com aborto, questões relacionadas à pauta ideológica, e por aí vai. Não são as pautas prioritárias para as mulheres", disse a deputada.

Tonietto revelou detalhes sobre a votação que culminou com a eleição de Érika Hilton, e expôs que o processo ocorreu em duas etapas, com a primeira em maioria absoluta e a segunda como votação simples. Na primeira votação foram oferecidas duas opções de votos, que seria pela chapa única, que demonstra apoio à decisão do Psol pela indicação de Érika Hilton, ou "branco", quando não se pretende apoiar a decisão da sigla, que nesse caso seria a indicação da deputada federal.

A deputada associada ao PL conta que se articulou com aliados para votarem em branco contra a chapa de Érika Hilton, o que gerou um placar de 12 votos contra a indicação do Psol e dez favoráveis, o que levou as votações para a segunda etapa.

Na segunda etapa, Chis Tonietto revelou um complô com os aliados para interferir nas votações. Segundo ela, foi acordado que os 12 parlamentares que foram contra a indicação de Érika Hilton deveriam se ausentar da segunda votação, com o intuito de impedir o avanço da candidatura.

"Nós combinamos com todas as pessoas que estavam do nosso lado que nós não votaríamos, pois não podíamos permitir que o quórum de votação fosse atingido, por uma razão simples. A nossa única chance de derrubar [o processo eleitoral] seria se nós não déssemos quórum, pois não tinha como encerrar a votação", revelou a deputada.

Por fim, Tonietto detalhou que a "estratégia" não ocorreu conforme planejado, devido um voto do deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), que embora tenha votado contra a eleição de Hilton, permitiu que a votação tivesse maioria e fosse encerrada.

Com a votação, concluída em 11 votos a favor da indicação do Psol e dez votos em branco, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu, na quarta-feira (11), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) para presidir o colegiado neste ano.

Além da nova presidente, também foram eleitas para a mesa da comissão:

• Laura Carneiro (PSD-RJ), como primeira vice-presidente;

• Adriana Accorsi (PT-GO), como segunda vice-presidente;

• Socorro Neri (PP-AC), como terceira vice-presidente.


Confira vídeo divulgado por Chris Tonietto:
 

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