Desembargadora que falou em “trabalho escravo” usa carro de R$ 175 mil pago pelo tribunal
Contrato do Tribunal de Justiça do Estado do Pará prevê locação de 40 veículos com motoristas exclusivos ao custo de R$ 544 mil por mês

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A desembargadora Eva do Amaral, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), que fez críticas recentes ao fim dos penduricalhos e disse que magistrados entrariam na "lista do trabalho escravo", tem à disposição um carro híbrido estimado em R$ 175 mil, além de motorista com dedicação exclusiva custeados pela corte.
O benefício integra contrato firmado para atender os 40 magistrados da segunda instância. O tribunal paga cerca de R$ 544 mil mensais pela locação dos veículos e prestação do serviço de motoristas. Ao longo de cinco anos, o valor total do contrato supera R$ 32,6 milhões.
Segundo o TJPA, a contratação foi justificada pelos deslocamentos frequentes de desembargadores para participação em sessões, audiências e compromissos institucionais dentro e fora da sede da corte. O contrato prevê veículos novos, híbridos e equipados com itens de segurança e conforto.
A contratação ocorreu após a ampliação do número de desembargadores do tribunal, que passou de 30 para 40 integrantes.
A repercussão envolve declarações recentes da magistrada durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal do tribunal, quando criticou a redução de benefícios extras conhecidos como penduricalhos.
Na ocasião, afirmou que cortes sucessivos poderiam comprometer despesas pessoais de magistrados. Em março deste ano, a desembargadora recebeu R$ 117,8 mil brutos em remuneração, segundo dados do próprio tribunal.


