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BRB entra com ação na Justiça contra o Banco Master e pede indenização pela venda das carteiras de crédito, diz coluna

Banco solicita que o patrimônio dos donos do Master, incluindo o de Daniel Vorcaro, e de pessoas relacionadas às supostas fraudes seja usado em indenização

Por Da Redação
Às

BRB entra com ação na Justiça contra o Banco Master e pede indenização pela venda das carteiras de crédito, diz coluna

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil | Divulgação/Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) acionou a Justiça contra o Banco Master e solicitou indenização pela venda das carteiras de crédito “podres” ou inexistentes. Segundo a coluna Grande Angular, do Metrópoles, o documento foi protocolado na 13ª Vara Cível de Brasília no último dia 13 de abril.

O escritório Machado Meyer, responsável pela defesa do BRB, solicita que o patrimônio dos donos do Master e de pessoas relacionadas às supostas fraudes "também se sujeite à condenação imposta ao Master, viabilizando a efetiva recomposição dos prejuízos gerados ao BRB".

De acordo com a coluna, no processo, contam como réus: o Banco Master, Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Monteiro, bem como os fundos Bandeirante, Asterope FIP, Victoria FIM, 963 FIM, Siracusa, Borneo, Casamata, Delta e Deneb.

Segundo o Metrópoles, o BRB adquiriu R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024. De acordo com a apuração da Polícia Federal, do valor, cerca de R$ 12 bilhões seriam referentes a ativos inexistentes.

Na ação, o BRB solicita que, caso o pedido de utilizar o patrimônio das pessoas físicas com o objetivo de ressarcir o banco não seja atendido, os réus "sejam condenados solidariamente pelos prejuízos experimentados pelo BRB, na medida em que atuaram direta ou indiretamente na prática do ilícito, concorrendo para sua execução e perpetuação".

"Ressalta-se que o total de ações arrestadas possui o valor de R$ 376,4 milhões, sendo certo que, conforme já demonstrado nestes autos, os prejuízos totais causados ao BRB pelos atos ilícitos aqui discutidos devem alcançar valor bilionário, razão pela qual o arresto das ações em si não é suficiente para a garantia da futura indenização", dizem os advogados.

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