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Dino se manifesta após ação de Moraes contra uma fonte de jornalista: 'agressões e injustiças'

Segundo o ministro do STF, sua atual função o impede de participar de determinados debates

Por Da Redação
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Dino se manifesta após ação de Moraes contra uma fonte de jornalista: 'agressões e injustiças'

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou, na manhã desta quinta-feira (13), para comentar sobre "agressões e injustiças" após uma ação da Corte contra uma fonte do jornalista Luís Pablo

Nas redes sociais, Dino afirmou que sua atual função de juiz impede que ele participe de determinados debates públicos, o que faz com que ele precise  “suportar calado agressões e injustiças” e assistir a “distorções monumentais quanto a fatos”.

"Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de “apaixonados” debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas", escreveu o ministro nas redes sociais. 

"Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício. E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição. De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa", completou. 

O pronunciamento do magistrado ocorre dois dias após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão. 

Segundo a Polícia Federal, Cutrim seria informante do jornalista Luís Pablo, que já publicou textos contrários a Flávio Dino. 

Na decisão, Moraes autorizou medidas contra Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação da Prefeitura de São Luís. Ele também é apontado como informante e, segundo o despacho do ministro, teria feito pagamentos de R$ 100 mil ao jornalista Luís Pablo para a quitação de um imóvel, informação que foi negada pelo jornalista.

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