TSE adia reunião sobre o deepfake nas eleições e a AtlasIntel
O encontro deve acontecer na próxima terça (18)

Foto: Rosinei Coutinho / STF
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou para a próxima terça-feira (18) a reunião para discutir o uso da deepfake na campanha eleitoral e a pesquisa da AtlasIntel suspensa há dois meses. O encontro estava marcado para esta quinta (13).
O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, pretende debater os limites do uso da inteligência artificial nas eleições e chegar a possibilidade de vetar o uso de deepfakes nas campanhas.
Sobre as pesquisas da AtlasIntel paralisadas, Marques quer definir novos parâmetros para as pesquisas eleitorais.
A reunião foi adiada por conta da sessão da plenária das 10 horas que se estendeu muito além do horário marcado.
Deepfake nas eleições
A discussão sobre o uso de deepfakes na campanha eleitoral após os processos sobre o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito com IA exibido na convenção partidária que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL|) para Presidência da República.
A ação é relatada pelo presidente Nunes Marques. É esperado que ao final da reunião desta quinta, o ministro anuncie a data para análise do caso.
O TSE já possui uma resolução que proíbe o uso de deepfake para favorecer ou prejudicar candidaturas. A discussão na Corte é o alcance da regra e as situações em que ela é aplicada.
Suspensão da pesquisa
Em junho de 2026, o TSE suspendeu a divulgação da pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa para o cargo de presidente da República nas eleições de 2026. A suspensão aconteceu por suspeita de "indução" ao leitor ao ser incluído no questionário o assunto do envolvimento do candidato Flávio Bolsonaro com o Caso Master.
Segundo Nunes Marques, há indicativos de que a "pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”. A AtlasIntel argumenta que a questão só era levantada após os entrevistados após as perguntas sobre intenção de voto.
O julgamento sobre as pesquisas ainda depende da liberação do processo pela ministra Estela Aranha, que pediu vista em junho. O prazo para devolução encerra no início de setembro.


