Diretor de Dark Horse diz que números divulgados para custo do filme são 'ridicularmente inflados'
Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões - cerca de R$ 134 milhões na cotação da época - a Daniel Vorcaro para o financiamento do filme

Foto: Reprodução
O cineasta Cyrus Nowrasteh, diretor do filme Dark Horse, disse que os números divulgados para custo da cinebiografia de Jair Bolsonaro são superfaturados. A declaração foi feita por meio do X (antigo Twitter), em uma publicação acerca do valor do filme sobre Bolsonaro ser maior do que o de ganhadores do Oscar.
"Os números sendo divulgados para o custo do filme são ridiculamente inflados. Eles incluem custos projetados de marketing para "Dark Horse". Marketing e publicidade para um filme frequentemente excedem os custos de produção. Nos EUA, não combinamos os dois, como fazem no Brasil. Por favor, tenha isso em mente. Os custos de produção deste filme foram menores que a maioria, se não todos, dos filmes listados", diz o cineasta. [Confira o post abaixo]
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões - cerca de R$ 134 milhões na cotação da época - ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente, segundo reportagem do Intercept Brasil publicada em maio.
O valor chama a atenção por ultrapassar o praticado no mercado nacional e mesmo os premiados no Oscar, como 'Parasita' (US$ 11,4 milhões), '12 anos de escravidão' (US$ 22 milhões) e 'Tudo em todo lugar ao mesmo tempo' (US$ 20 milhões).
Além disso, a Polícia Federal (PF) suspeita que ao menos 750 mil reais de dinheiro público tenham sido desviados por meio de emendas parlamentares e destinados à produtora do filme, Go Up Entertainment.
Confira a declaração abaixo
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