Documento apreendido cita “Mário” como sócio de produtora de Dark Horse nos EUA
Organograma foi encontrado em endereço ligado a Karina Gama, mas não identifica sobrenome

Foto: Reprodução
Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo cita uma pessoa identificada apenas como “Mário” ao lado da palavra “sócio” e da Go Up nos Estados Unidos, empresa ligada à produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O material foi recolhido durante a Operação Wi-Fi Livre SP, que investiga suspeitas de irregularidades em um contrato firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama.
No desenho, a Go Up do Brasil aparece ligada à estrutura da empresa nos Estados Unidos. Abaixo da referência à unidade americana, há uma seta com a anotação “sócio Mário”. O documento também traz menções a Karina, ao ICB e a termos como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.
Os autos não informam quem produziu o organograma e também não apresentam o sobrenome do “Mário” citado. O material foi apreendido entre documentos vinculados a um endereço relacionado a Karina, na zona norte de São Paulo.
Oficialmente, o sócio da Go Up nos Estados Unidos é Michael Davis. Mario Frias (PL-SP), por sua vez, é roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse” e mantém relações já documentadas com a produtora e com entidades administradas por Karina.
O organograma passa a integrar o conjunto de elementos analisados nas investigações, mas, isoladamente, não comprova que a referência a “Mário” corresponda a Frias nem que o deputado seja formalmente sócio da empresa norte-americana.
Frias já negou irregularidades relacionadas ao financiamento do filme e classificou as investigações como uma “cortina de fumaça”.


