Doença renal crônica exige atenção redobrada durante o Julho Amarelo!

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Por Michel Telles
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Doença renal crônica exige atenção redobrada durante o Julho Amarelo!

Foto: Divulgação

Pacientes com doença renal crônica fazem parte de um dos grupos que exigem atenção especial durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais. Isso porque, além de apresentarem maior vulnerabilidade às infecções, especialmente aqueles que realizam hemodiálise, eles também têm mais risco de desenvolver complicações caso contraiam hepatites B ou C. Instituída por lei, a campanha busca ampliar o acesso à informação, à testagem, à vacinação e ao tratamento dessas infecções, que costumam evoluir de forma silenciosa e podem provocar graves danos ao fígado.

No Brasil, as hepatites B e C seguem entre os principais desafios de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2000 e 2021, mais de 85 mil mortes tiveram as hepatites virais como causa básica ou associada, sendo a hepatite C responsável por mais de 76% desses óbitos. De acordo com a médica nefrologista Manuela Lordelo, pessoas com doença renal crônica, sobretudo as que fazem terapia dialítica, necessitam de acompanhamento rigoroso, já que a realização frequente de procedimentos e as alterações no sistema imunológico aumentam a exposição e a vulnerabilidade às infecções. "Por isso, protocolos específicos de prevenção, rastreamento e controle são adotados nos serviços de Nefrologia", explica.

A especialista destaca que a vacinação contra a hepatite B é uma das principais formas de proteção para quem convive com doença renal crônica e deve ser realizada, preferencialmente, ainda nas fases iniciais da doença, quando a resposta imunológica tende a ser mais eficaz. Além disso, a realização periódica de exames para detecção das hepatites virais, o cumprimento rigoroso dos protocolos de biossegurança nas unidades de diálise e o acompanhamento contínuo com a equipe multiprofissional são medidas essenciais para reduzir riscos e preservar a saúde renal. "A prevenção continua sendo a principal aliada dos pacientes com doença renal crônica. Manter a vacinação em dia, realizar os exames recomendados e seguir o tratamento corretamente são atitudes que fazem diferença na proteção contra complicações", conclui Manuela Lordelo.

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