Eduardo Braga quer pautar falta de oxigênio no Amazonas na CPI da Covid

Assunto seria apurado apenas por meio de documentos, ressalta o senador

Por Da Redação
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Eduardo Braga quer pautar falta de oxigênio no Amazonas na CPI da Covid

Foto: Agência Senado

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), integrante da CPI da Covid, disse nesta terça-feira (3), durante conversa com a imprensa no Congresso Federal, que, embora  a comissão não tenha competência para convocar governadores para as oitivas, o caso que envolve a falta de oxigênio no Amazonas durante a pandemia da doença do novo coronavírus será investigada a partir de documentos.

No mês passado, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, suspendeu as convocações de governadores aprovadas pela CPI. “Na minha opinião, a decisão do Supremo está em vigor e a CPI da Pandemia não tem competência para convocar governador. Isso não significa, entretanto, que no caso do Amazonas o relatório não trate das omissões, da falta de planejamento e dos erros que levaram à falta de oxigênio e a morte de milhares de pessoas”, disse

“A investigação acontecerá a partir de documentos que, inclusive, a CPI já tem. E, além disso, das oitivas que nós fizemos do próprio Pazuello e do Mandetta, que foi taxativo em dizer que o que aconteceu no Amazonas foi um ponto fora da curva em função da negligência do governo do Estado e do município”,  completou.

Sobre o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), Eduardo Braga disse: “Ele está respondendo na Justiça! E o povo vai julgá-lo. Na democracia é assim que funciona”.

Voto impresso

Sobre as discussões acerca da implementação do voto impresso, Eduardo Braga disse que ainda não pode falar sobre o assunto. Para ele, a “discussão não é válida”.

“Bem, eu como líder só vou poder falar sobre isso depois que eu reunir a minha bancada. A bancada do MDB no senado é a maior, com 16 senadores. Essa semana, a maioria da nossa bancada não está presente em Brasília. Por isso, nós decidimos convocar para a semana que vem uma reunião de bancada para tratar de diversos temas e, inclusive, esse”, disse.

“Na minha opinião pessoal não é uma discussão válida. Eu tenho 40 anos de vida pública e na época das cédulas nós víamos as maiores barbaridades na contabilidade dos votos”, concluiu. 
 

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