Em depoimento à polícia, Bolsonaro diz não poder ficar desarmado em domiciliar: 'três mulheres em casa'
Alexandre de Moraes avalia impacto do episódio em prisão domiciliar

Foto: Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro, admitiu, em depoimento a Polícia Civil do Distrito Federal, na terça-feira (23), a posse sobre a arma de fogo apreendida na própria residência dele, e afirmou que "tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado".
O depoimento ocorre em meio ao inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada no nome de Jair Bolsonaro durante uma blitz na semana passada. Na ocasião, o armamento foi encontrado no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O militar é vinculado à Casa Civil, por se tratar do órgão responsável pela segurança de ex-presidentes.
Diante da confissão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Mores pediu, nesta quarta-feira (24), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie se a apreensão da arma de fogo de Jair Bolsonaro pode interferir na prisão domiciliar do ex-presidente.
Moares citou um trecho da Lei de Execuções Penais, ao defender que, 'possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem' configura falta grave à pena privativa de liberdade.
Por outro lado, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou que acompanhou todo o depoimento e ponderou que o episódio não deve impactar a decisão de Moraes sobre a prorrogação da prisão domiciliar do cliente, ao considerar que as medidas cautelares não citavam entrega das armas do ex-presidente.


