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Empresário é alvo da PF por suspeita de encomendar dados sigilosos ligados à família de ministro do STF

Investigação aponta acesso ilegal a informações fiscais de autoridades

Por Da Redação
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Empresário é alvo da PF por suspeita de encomendar dados sigilosos ligados à família de ministro do STF

Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma nova fase da Operação Exfil para apurar o acesso e vazamento de dados fiscais sigilosos de autoridades públicas. Entre os alvos está o empresário Marcelo Paes Fernendez Conde, de 65 anos, que é considerado foragido.

Segundo os investigadores, há indícios de que o empresário teria encomendado informações fiscais da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015.

Por determinação de Moraes, foram expedidos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, todos relacionados ao empresário. A investigação apura a obtenção ilegal de declarações fiscais por meio de acessos não autorizados aos sistemas da Receita Federal do Brasil.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, foram identificados acessos indevidos a dados de ao menos 1.819 contribuintes, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes do Tribunal de Contas da União, parlamentares e outras autoridades.

As apurações indicam que o empresário teria contratado o contador Washington Travassos de Azevedo, já preso em fase anterior da operação, para obter os dados. Depoimentos e materiais apreendidos apontam que listas de CPFs teriam sido fornecidas e que pagamentos em dinheiro, no valor de cerca de R$ 4,5 mil, foram realizados em troca das informações.

A decisão judicial destaca a necessidade de apreensão de dispositivos eletrônicos para aprofundar as investigações, especialmente comunicações por aplicativos e registros armazenados em nuvem, que podem indicar a extensão do esquema e a participação de outros envolvidos.

A operação também mira uma rede estruturada de intermediação, com participação de servidores públicos, terceirizados e despachantes. Parte dos investigados teria ligação com o Serviço Federal de Processamento de Dados, que presta serviços à Receita.

Em fases anteriores, realizadas em fevereiro, a PF cumpriu mandados contra suspeitos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Os investigadores buscam esclarecer se houve quebra ilegal de sigilo fiscal de autoridades e familiares sem autorização judicial.

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