Empresário que acorrentou homem negro em ato bolsonarista deve R$ 226 mil ao RJ
Carlos Eduardo Martins é alvo de execução fiscal e pode ter aplicações financeiras bloqueadas; outras duas empresas respondem a ação trabalhista

Foto: reprodução | Redes Sociais
O empresário Carlos Eduardo Martins, que acorrentou um homem negro durante um ato bolsonarista na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, deve R$ 226 mil aos cofres estaduais e pode ter valores bloqueados pela Justiça caso não quite o débito. Além da execução fiscal, outras duas empresas ligadas a ele respondem a uma ação trabalhista movida por um ex-funcionário.
A cobrança contra Martins envolve a Top Gran Comércio de Granitos e Mármores, sua principal empresa, alvo de uma execução fiscal ajuizada pelo estado do Rio de Janeiro. O processo tramita na 17ª Vara da Fazenda Pública da Capital, e a dívida cobrada pela Procuradoria-Geral do Estado é de R$ 226.248,15.
Justiça dá prazo para pagamento de dívida
Em despacho proferido no início de outubro, o juiz Manoel Tavares Cavalcanti determinou que a empresa seja citada para pagar o débito em cinco dias.
Caso o pagamento não seja realizado, a decisão prevê o bloqueio de depósitos e aplicações financeiras da companhia, além da restrição imediata à transferência de veículos.
A medida busca garantir o pagamento da dívida cobrada pelo estado. O valor informado no processo ultrapassa R$ 226 mil.
Outras empresas respondem a ação trabalhista
Além da execução fiscal, duas outras empresas ligadas a Martins, a CEM Locação de Bens Móveis e a Top Gran Gerenciamentos, são rés em uma ação trabalhista movida por um ex-funcionário.
O processo tramita na 64ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro e envolve um pedido de reconhecimento de vínculo empregatício. O valor atribuído à causa é de R$ 50 mil.


