Estados Unidos lançam novo ataque contra o Irã
Anúncio foi feito pelo Centcom (Comando Central dos EUA) nas redes sociais

Foto: Divulgação/Casa Branca
As forças dos Estados Unidos anunciaram na tarde de hoje (10) um novo ataque contra o Irã.
Anúncio foi feito pelo Centcom (Comando Central dos EUA) nas redes sociais. "As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA, 18h15 no horário de Brasília), ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã."
Explosões em Sirik e Qeshm foram ouvidas. A cidade portuária Bandar Abbas também teria entrado na lista de alvos. Segundo a agência de notícias estatal Fars News, ainda não se sabe o local exato, a origem dessas explosões e se houve vítimas.
Locais onde ocorreram explosões nesta quarta (10):
Sirik e Minab (província de Hormozgan, sul do Irã);
Bandar Abbas (cidade portuária, capital de Hormozgan);
Qeshm (maior ilha do Irã);
Gorgan (cidade do nordeste do Irã e a capital da província de Golestan).
Americanos já haviam atacado iranianos ontem. Na ocasião, eles reagiram à derrubada de helicóptero dos EUA no Estreito de Hormuz. Explosões e sirenes foram ouvidas em vários locais na região ao sul do Irã.
Forças iranianas contra-atacaram horas depois. Segundo a mídia estatal local, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou drones contra a Quinta Frota dos EUA uma das principais forças navais da Marinha americana no Golfo Pérsico e disse que "respostas mais severas estão a caminho". Além disso, bases dos EUA na Jordânia também teriam sido alvos do Irã.
Delegação do Catar viajou para negociar com Teerã. Segundo a rede de TV americana CNN, os negociadores permaneciam no país, enquanto os EUA lançavam uma nova rodada de ataques contra o Irã.
EMBAIXADOR DO IRÃ NA ONU REAGE
Amir Saeid Iravani, representante do Irã junto às Nações Unidas, criticou as ameaças feitas pelos EUA. "O Irã nunca negociou sob ameaças e pressão, e jamais se submeterá a pressão ou coerção.
Trump afirmou ontem que estava perto de fechar um entendimento com o Irã. A guerra no oriente médio envolve, além de EUA e Irã, Líbano e Israel. O conflito voltou a se intensificar após Israel ampliar os ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e elevou a tensão na região.
Israel afirma que suas operações têm como alvo a infraestrutura militar do Hezbollah. Os bombardeios no sul do Líbano provocaram mortes, novos deslocamentos de civis e críticas da comunidade internacional.
Os Estados Unidos seguem apoiando Israel e diz pressionar por uma trégua para evitar uma guerra regional mais ampla. Apesar dos apelos por cessar-fogo, a situação continua instável.
Trump já fez ao menos 38 promessas de acodo com Irã. As declarações que incluem o período anterior ao cessar-fogo foram feitas nas redes sociais, em aparições públicas e conversas com jornalistas, segundo levantamento da rede de TV CNN. Nelas, o presidente sempre afirmou que um acordo ocorreria, dando o prazos de dias ou algumas semanas.
Em 23 de março, Trump já falava em conversas sobre paz e em convergência entre os lados. Do lado de fora do Air Force One, ele disse haver "pontos importantes de acordo, eu diria, quase todos os pontos de acordo". O Irã negou as negociações na ocasião.
Ao longo dos dias seguintes, o presidente reforçou a ideia de que o Irã estaria pressionado a aceitar um acordo. "Acho que vamos acabar com isso. Não posso te dizer com certeza", afirmou a jornalistas em 24 de março, e depois completou, em outra conversa com repórteres no Air Force One, no dia 29 daquele mês: "Eu vejo um acordo com o Irã, sim".
Mesmo sem avanço, ele seguiu projetando um desfecho rápido nas semanas seguintes. Ele disse a jornalistas: "Está parecendo muito bom que vamos fazer um acordo com o Irã, e vai ser um bom acordo", e publicou na Truth Social: "vai acontecer tudo, relativamente rápido!".
Trump anunciou um cessar-fogo com o Irã em 7 de abril e disse, na ocasião, que os dois lados estavam perto de um entendimento. A trégua deveria durar duas semanas para que um acordo fosse fechado, mas não houve até o momento anúncio de conclusão.
Em maio, ele chegou a reconhecer que previsões anteriores não se confirmaram. Ao anunciar o adiamento de ataques militares, ele disse: "Tivemos períodos em que achamos que estávamos chegando perto de fazer um acordo e não deu certo. Mas desta vez é um pouco diferente".
Ontem, durante um ato por telefone em apoio ao senador Lindsey Graham, Trump voltou a colocar prazo para um resultado. Ele previu "vitória total" em duas semanas e afirmou que o Irã estaria disposto a ceder em pontos centrais.
Já na madrugada de hoje, após assistir às finais da NBA em Nova York, ele disse que a assinatura poderia destravar rapidamente uma rota estratégica. "O estreito [de Hormuz] vai abrir imediatamente. Vai abrir assim que assinarmos, o que pode acontecer em dois ou três dias", afirmou a jornalistas.


