EUA confirmam 5ª morte por sarampo em 2026; vítima não era imunizada
Desde o início deste ano, dois bebês e dois adultos já morreram

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Os Estados Unidos confirmaram a quinta morte por sarampo no país, que atualmente vive o pior surto da doença desde os anos 2000, quando foi declarada oficialmente eliminada. Já são mais de 3,6 mil casos só neste ano, 59% a mais que em todo o ano passado.
A vítima, assim como as outras quatro, era uma pessoa não imunizada. Desde o início deste ano, dois bebês e dois adultos já morreram. As informações sobre a quinta pessoa não foram divulgadas.
No país, a taxa de vacinação contra a doença caiu nos últimos anos para menos de 95%, que é a cobertura necessária para prevenir surtos.
Conforme dados de saúde dos EUA, entre crianças americanas no jardim de infância, a proporção com as duas doses recomendadas da vacina tríplice viral desceu de 95,2% no ano letivo de 2019-2020 para 92,4% em 2025-2026, ou seja, cerca de 280 mil crianças ficara sem a proteção adequada.
A queda na cobertura vacinal também ocorre em meio a um contexto de desinformação e disputa política. Autoridades de saúde do governo Trump, incluindo o Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., questionaram em várias ocasiões a segurança comprovada das vacinas e que elas causam o autismo. Ainda que não haja evidência nenhuma e que a tese já tenha sido derrubada pela ciência.
"Temos um extenso movimento antivacinação que abrange condados inteiros. Tudo isso resultado do movimento antivacinação e é cada vez mais difícil convencer os pais de que as crianças precisam ser vacinadas (...) É provável que precisemos mudar o esquema vacinal em breve como é feito em países de baixa renda em que o sarampo é endêmico", diz Peter Hotez, infectologista da National School of Tropical Medicine, do Baylor College of Medicine.
O movimento antivacina ainda é somado aos cortes no Medicaid, que dificulta ainda mais o acesso à imuização. Nos Estados Unidos as vacinas não são gratuitas e crianças e adultos que precisam de oses têm que pagar por elas, o que dificulta as ações de controle nos casos de surto.


