EUA prenderam mais de 4 mil imigrantes em Minneapolis desde dezembro
A cidade é palco de protestos e de duas mortes no contexto de operações anti-imigratórias

Foto: Divulgação / Serviço de Imigração dos Estados Unidos
A Casa Branca informou nesta semana que agentes federais de imigração prenderam, desde dezembro, mais de 4.000 imigrantes em Minneapolis, cidade palco de protestos e de duas mortes no contexto de operações anti-imigratórias.
Porta voz da Casa Branca divulgou que milhares de presos são "imigrantes ilegais criminosos perigosos". Em comunicado divulgado no último dia 4, a secretária de imprensa Karoline Leavitt divulgou o número de detenções ao afirmar que "políticas de imigração sensatas do presidente Trump estão produzindo os resultados de segurança pública que o povo americano exigia".
Essa conquista histórica representa mais um passo decisivo na busca incansável do governo Trump para desmantelar os efeitos devastadores das políticas de fronteiras abertas da esquerda radical e cumprir sua promessa de restaurar a lei e a ordem em nossas comunidades. Karoline Leavitt, secretária de Imprensa da Casa Branca
No mesmo dia, o governo Trump anunciou a retirada "imediata" de 700 agentes de imigração de Minnesota. A decisão foi tomada após semanas de tensão em Minneapolis e pressão do Congresso norte-americano pela morte de dois norte-americanos por disparos de agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), em janeiro.
"Czar da fronteira", Tom Homan, justificou a medida "dado o aumento da colaboração sem precedentes" de autoridades locais e a "necessidade por menos forças de segurança" na região. O argumento foi reforçado por Leavitt no mesmo comunicado sobre as milhares de prisões dos imigrantes.
Outros 2.000 permanecerão em Minnesota, segundo Homan. Ele destacou que, antes da operação federal Metro Surge, que enviou milhares de agentes do ICE para o estado em dezembro, a presença policial no território era de 150 agentes. "Temos que lembrar que temos agentes especiais destacados aqui para investigar fraudes. Eles não vão a lugar nenhum, eles vão terminar o trabalho deles", acrescentou a respeito dos que permanecerão.
Anteriormente, o presidente dos EUA havia dito que não retiraria o efetivo do ICE de "jeito nenhum". Na semana passada, o republicano enfatizou que precisava expulsar criminosos do país, apesar de concordar que deveria "reduzir um pouco a tensão" em Minneapolis.
Minneapolis, no estado de Minnesota, no norte do país, foi o principal palco de confrontos entre a população e agentes federais anti-imigração. A cidade segue abalada pela morte do enfermeiro Alex Pretti no dia 24 de janeiro e de Renee Good, que morreu em 7 de janeiro, também baleada por agentes da polícia de imigração.
Manifestantes e equipes federais travaram confrontos ainda mais inflamados após os assassinatos e prisão de crianças estrangeiras desde o início do ano. Um dos casos de maior repercussão local e internacional foi a prisão de Liam, um menino de 5 anos detido com o pai, logo após voltar da pré-escola em 20 de janeiro. Ele usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha quando foi colocado sob custódia por um agente do ICE. Na mesma época, ao menos quatro alunos de escolas públicas de Minneapolis foram detidos.


