Ex-dono da Reag Investimentos apresenta proposta de deleção premiada com informações sobre esquema financeiro envolvendo Vorcaro
Documento tem 17 anexos e ainda precisa ser assinado para ser enviado ao STF.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Uma proposta de acordo de delação premiada foi oferecida por João Carlos Mansur, ex-dono da Reag Investimentos, à Procuradoria Geral da República (PGR) com informações relacionadas à Daniel Vorcaro e a ligação entre a sua instituição financeira e o Banco Master.
Segundo informações da coluna Natália Portinari, do site UOL, a proposta tem 17 anexos com detalhes sobre suspeita de crimes financeiros, como o desvio de recursos do banco por meio de fundos da Reag. Neste caso, os beneficiários eram laranjas e estruturas offshore eram utilizadas.
Um dos casos presente nos documentos, é o envio de R$ 494 milhões feito pelo Master à Jaguar Multimarket Fund Ltd. O fundo foi registrado nas Ilhas Cayman tendo como beneficiário o ex-dono da Sefer, Benjamin Botelho, mas é apontado como pertencente a Daniel.
Nos anexos, ainda há citação ao senador Jaques Wagner (PT-BA), o qual foi presenteado pelo ex-sócio do Master, Augusto Lima, com ingressos no valor de R$ 63,3 mil para o show da cantora Taylor Swift obtidos por Mansur.
ACM Neto (União-BA) é o outro político citado na proposta. Ele teria aparece como dono exclusivo do Seattle 95. O fundo que era do Reag até o ano de 2025, aplicou R$ 4,8 milhões em outro fundo de empréstimos consignados do Master, o Structure.
A proposta de deleção está passando pelos ajustes finais. Após assinatura, será enviada ao gabinete do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.
Além disso, Mansur deve pagar R$ 40 milhões em multas. O valor corresponde ao que o ex-dono do Reag recebeu no período em que a gestora esteve em atividade.
O que apontam as investigações sobre o esquema
As apurações realizadas pelo Banco Central e pela Polícia Federal apontam que o Banco Master emprestava dinheiro a empresas novas, sem operação real.
O dinheiro, então era aplicados em fundos administrados pela Reag Investimentos e, em seguida, passavam a circular em fundos ligados a intermediários. Os recursos ainda eram utilizados para compra de ativos de nenhum ou pouco valor, os quais eram registrados com valores superiores nos balanços do fundo.
Desta maneira, cotistas e o mercado recebiam informações sobre um patrimônio inflado artificialmente .



