SJDH acompanha caso dos baianos identificados como vítimas de tráfico de pessoas em Madagascar
Secretária conduz caso junto ao Ministério das Relações Exteriores e a ONGs internacionais

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) acompanha, junto ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a ONGs internacionais de ajuda humanitária, a situação dos baianos localizados em Madagascar e identificados como vítimas de tráfico de pessoas. Todas as providências diplomáticas necessárias para o retorno dos brasileiros estão sendo adotadas pelas autoridades no Brasil e no exterior.
Por exigências legais relativas à proteção de dados pessoais, a Secretaria não divulga detalhes sobre o perfil e as identidades das vítimas e nem sobre a data de sua chegada ao Brasil. No retorno à Bahia, os cidadãos que desejarem serão recepcionados por equipes do Núcleo de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas (NETP), órgão vinculado à SJDH, em articulação com o Comitê Estadual Intersetorial de Migrações, Apatridia e Refúgio do Estado da Bahia (CEIMAR). Este acolhimento está sendo viabilizado por um dos assistidos pelo Núcleo que, depois de um ano no Camboja, retornou ao Brasil e está auxiliando o diálogo com os que serão repatriados nos próximos dias.
O Camboja tornou-se o principal país de destino das vítimas brasileiras de tráfico de pessoas. Os complexos de golpe são os locais de trabalho das vítimas, que são atraídas por propostas falsas e com promessas de remuneração entre vinte e trinta mil reais. O crime de tráfico humano normalmente vem acompanhado do crime de tortura e, no caso das mulheres, do crime de exploração sexual.
A SJDH também atua junto aos órgãos de segurança para investigar e desarticular organizações criminosas especializadas no recrutamento e no tráfico de pessoas, buscando intensificar os mecanismos de combate a esses grupos.
Além disso, em 2026, o Estado da Bahia — por meio da SJDH — anunciou a implantação do Centro de Referência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo, atualmente em fase final de seleção e com inauguração prevista para dezembro de 2026. Esse novo equipamento fortalecerá e ampliará as ações voltadas a essa rede de proteção e atendimento multidisciplinar em casos desta natureza.



