Ex-noviço denuncia frei Gilson por falas sobre gays e mulheres: "Liberdade religiosa não é liberdade para odiar"
Ação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo

Foto: Reprodução/Instagram/@freigilson_somdomonte
Um ex-noviço denunciou o frei Gilson da Silva Pupo Azevedo por declarações “discriminatórias contra pessoas LGBT+ e mulheres”. A ação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo (MPSP). As informações são do portal Metrópoles.
A denúncia foi realizada pelo jornalista e escritor Brendo Silva. Segundo ele, o religioso teria realizado, em homilias, entrevistas e redes sociais, falas referindo-se à homossexualidade como doença, utilizando o termo ultrapassado "homossexualismo".
Além disso, o frei teria associado a homossexualidade a ideias de "desordem", "contrariedade à lei natural" e "depravação grave".
"Liberdade religiosa não é liberdade para odiar. As homilias e entrevistas em que frei Gilson trata gays como doentes, ao utilizar termos ultrapassados, e associa a homossexualidade a ideias de desvio ou inferioridade, além de reforçar visões que colocam a mulher em posição secundária, não podem ser naturalizadas. Estamos em um país com altas taxas de feminicídio e violência contra pessoas LGBT+. Isso é inaceitável", diz o ex-noviço.
Na ação protocolada, Brendo Silva incluiu trechos em que o religioso fala sobre o tema. "Se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou", afirma frei Gilson em uma das declarações.
Além disso, Brendo Silva também relata que, durante os mais de 10 anos em que atuou como coroinha e noviço, conviveu com "dezenas de seminaristas, padres e bispos gays", o que reforça uma 'contradição' nos discursos.
O frei Gilson ainda não se manifestou sobre a denúncia.


