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Fabiana Nery destaca importância de manter o cérebro ativo para preservar a saúde cognitiva

Psiquiatra explica como aprendizado contínuo pode contribuir para a formação de uma reserva cognitiva

Por Da Redação
Às

Atualizado
Fabiana Nery destaca importância de manter o cérebro ativo para preservar a saúde cognitiva

Foto: FB Comunicações

O Sobretudo recebeu a médica psiquiatra Fabiana Nery para uma conversa sobre saúde mental e qualidade de vida. Durante o episódio, a especialista destacou a importância de manter o cérebro estimulado ao longo da vida e de buscar novos conhecimentos como parte dos cuidados com a saúde cognitiva.

Segundo Fabiana, atividades que envolvem aprendizado e contato com novas experiências podem contribuir para manter as funções cognitivas. “Continuar lendo, estudando e adquirindo outros conhecimentos é fundamental para você prolongar com qualidade a sua vida cognitiva”, afirmou.

A psiquiatra também relacionou o estímulo intelectual à chamada reserva cognitiva, conceito que representa a capacidade do cérebro de lidar com perdas decorrentes do envelhecimento sem necessariamente comprometer de forma significativa seu funcionamento.

Fabiana citou o período de isolamento provocado pela pandemia como um exemplo da importância da interação e dos estímulos. Segundo ela, pessoas que permaneceram por longos períodos sem contato social e sem atividades que estimulassem o cérebro apresentaram impactos que podem estar relacionados ao aumento dos casos de demência observado após a pandemia.

Para ampliar os estímulos cognitivos, a especialista defendeu a busca constante por novas experiências. Aprender uma receita, estudar um idioma, tocar um instrumento musical ou desenvolver uma nova habilidade são exemplos mencionados por ela.

Ao explicar o conceito de reserva cognitiva, Fabiana destacou que pessoas com maior capacidade de reserva podem apresentar maior proteção diante das perdas naturais associadas ao envelhecimento. “Se você tem uma reserva cognitiva grande, você pode se dar ao luxo de perder um pouquinho e isso não vai fazer diferença”, explicou.

A especialista reforçou, assim, que manter o aprendizado e a atividade intelectual ao longo da vida pode ser uma estratégia importante dentro de uma perspectiva mais ampla de cuidado com a saúde mental e cognitiva.

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