Fábio Mota prevê rombo de R$ 55 milhões e projeta venda de jogadores após fim de contrato com bet
Presidente afirma que clube deixará de receber cerca de R$ 2,5 milhões por mês e terá de negociar atletas para compensar perda de receitas.

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O Vitória projeta um impacto de R$ 55 milhões nas receitas até o fim de 2027 após a rescisão do contrato com a 7K, patrocinadora máster do clube. Segundo o presidente Fábio Mota, a perda financeira pode obrigar o Rubro-Negro a vender jogadores para equilibrar o orçamento.
Em entrevista à Rádio Baiana FM, o dirigente afirmou que o acordo com a empresa era considerado no planejamento financeiro do clube e servia como base para compromissos relacionados ao pagamento de dívidas. A estimativa é de uma perda de aproximadamente R$ 2,5 milhões por mês.
De acordo com Mota, o Vitória já deixou de receber cerca de R$ 10 milhões e terá um impacto adicioal de R$ 45 milhões ao longo de 2027. Além do patrocínio na camisa, o clube também prevê redução nos valores repassados pelas placas publicitárias dos estádios, que, segundo o presidente, têm forte dependência das empresas de apostas.
A preocupação do Vitória é que a queda nas receitas afete acordos firmados para o pagamento de dívidas. Fábio citou compromissos com a CNRD, a Justiça do Trabalho e o Perse, programa de renegociação de tributos.
"Só resta para a gente agora vender ativo, vender jogador para tentar fechar o rombo e o buraco que ficou. Não tem outra alternativa. Vamos ter que vender atleta", afirmou.
Apesar da necessidade de buscar novas receitas, Fábio Mota afirmou que o clube possi jogadores valorizados no mercado. O presidente citou Renê, Lucas Arcanjo e Ramon como atletas que já receberam propostas, mas que o Vitória optou por não negociar até o momento.
"O Vitória não tem dificuldade de vender jogadores. Por exemplo, o Vitória não tem dificuldade de vender Renê. O Vitória não tem dificuldade de vender Lucas Arcanjo. O Vitória não tem dificuldade de vender Ramon", disse.
Fábio ainda criticou a forma como ocorreu o encerramento das contratos com empresas de apostas e defendeu um período de transição para que os clubes pudessem buscar novas fontes de receita.
Para o presidente rubro-negro, a situação é especialmente preocupante para equipes que já enfrentam dificuldades financeiras. Ele afirmou ainda que as discussões entre clubes e Governo Federal sobre a renegociação das dívidas do futebol podem ajudar no futuro, mas não solucionam a perda imediata de receitas provocada pelo fim dos contratos.
"Não vai resolver a questão emergencial que a gente tem hoje, que é a bomba que ficou no orçamento dos clubes", concluiu.


