Fim das bets pode tirar R$2,6 bilhões do esporte olímpico e paralímpico até 2027
Perda de receitas atinge preparação para Los Angeles 2028 e obriga entidades a reverem planejamento financeiro.

Foto: Divulgação / COB
O fim das operações das bets no Brasil pode retirar cerca de R$ 2,623 bilhões do esporte olímpico e paralímpico até 2027, justamente durante a preparação para os Jogos de Los Angeles 2028. A estimativa foi divulgada pela jornalista Carol Knoploch, do O Globo.
Desse total, aproximadamente R$ 497 milhões deixariam de ser repassados entre outubro e dezembro deste ano, enquanto outros R$ 2,1 bilhões são projetados para 2027. A conta ainda não considera contratos diretos entre empresas de apostas e confederações.
No Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança já provoca uma revisão do orçamento. A entidade recebeu cerca de R$ 200 milhões das bets entre 2025 e setembro de 2026 e esperava outros R$ 25 milhões até dezembro. Para 2027, a previsão era arrecadar entre R$ 125 milhões e R$ 130 milhões, valor equivalente a cerca de 20% do orçamento anual do comitê.
Segundo o presidente do COB, Marco La Porta, a preparação do Time Brasil para Los Angeles será preservada, mas outras iniciativas poderão sofrer cortes ou depender do fundo de reserva.
"Nosso maior impacto será no ano que vem porque não terá arrecadação. Ou seja, são R$ 125 milhões a menos a dois anos dos Jogos Olímpicos, e claro isso terá consequências", afirmou.
O impacto também chega ao esporte paralímpico. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) recebeu R$ 57,4 milhões das bets em 2025 e outros R$ 54,1 milhões até setembro deste ano. Para 2027, a previsão era de aproximadamente R$ 82,1 milhões em recursos provenientes das apostas.
Apesar da perda, o COB afirma que pretende manter em 2027 os R$ 285 milhões previstos para projetos das confederações em 2026. A estratégia, segundo La Porta, será preservar os repasses ao esporte e concentrar os cortes na própria estrutura do comitê.


