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Flávio Bolsonaro critica restrições impostas por Moraes e diz que não vai "abaixar a cabeça para tirano nenhum"

Declaração foi feita um dia após o STF manter proibição de visitas do senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar

Por Da Redação
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Flávio Bolsonaro critica restrições impostas por Moraes e diz que não vai "abaixar a cabeça para tirano nenhum"

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado | Luiz Silveira/STF

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, neste sábado (18), as novas medidas impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante um evento no Espírito Santo, o parlamentar afirmou que não pretende "abaixar cabeça para tirano nenhum".

"Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum, eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre quer construir pontes. Eu vou continuar sendo assim, mas entendam que quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser a que todos voltem a cumprir a Constituição", declarou.

A fala ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal e um dia após Moraes ampliar as restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Na decisão publicada na sexta-feira (17), o ministro determinou a suspensão, por 30 dias, de todas as visitas a Jair Bolsonaro, permitindo apenas o acesso de médicos, fisioterapeutas e advogados. Também ficaram proibidas visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, além da divulgação de manifestos de conteúdo político-eleitoral, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

No caso de Flávio Bolsonaro, permanece em vigor a decisão que o impede de visitar o pai por 90 dias. A restrição foi mantida após o senador, que também atua como advogado do ex-presidente, publicar em suas redes sociais, no último dia 11 de julho, uma carta escrita por Jair Bolsonaro.

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