Flávio reúne Tarcísio e prefeitos em SP e diz esperar Justiça Eleitoral mais ágil contra fake news
Declaração acontece no mesmo dia em que a Justiça derruba o canal "Exército do Lula"

Foto: Charles Vieira/Divulgação
MARIANA GRASSO - O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse neste domingo (11) esperar mais agilidade da Justiça Eleitoral contra o que chamou de mentiras difundidas pela campanha de Lula (PT).
A cobrança foi feita durante um almoço com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e outros políticos da Grande São Paulo, no centro da capital paulista, no mesmo dia em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu um canal pró-Lula no WhatsApp.
"Eu espero de verdade que a Justiça Eleitoral continue, seja mais ágil inclusive. Porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa. E como foi dito, algumas pessoas acreditam nisso: 'O Flávio vai acabar com a luz do sol', e tem gente que acredita", afirmou Flávio.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao lado do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
Lula participou no mesmo dia da Marcha pela Democracia na avenida Paulista, convocada por estudantes, movimentos sociais e partidos de esquerda para mobilizar apoiadores no segundo turno.
Durante o ato, o petista criticou a suspensão do canal e disse desconfiar da atuação da Justiça Eleitoral. Kassio foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
No discurso feito antes do almoço, no Terraço Notiê, Flávio também chamou o governo Lula de mentiroso e disse que as supostas falsidades são parte de uma estratégia de campanha.
"E hoje o principal instrumento que nós temos é a comparação. De um lado, o governo mentiroso. Gente, é uma coisa que causa uma revolta, a quantidade de mentiras que eles estão inventando. E é de propósito, a estratégia de campanha é mentira", afirmou.
Flávio negou que pretenda extinguir benefícios sociais ou acabar com o reajuste do salário mínimo, como, segundo ele, afirmam seus adversários. "Ninguém vai tocar em programas sociais. Eu vou só melhorar", disse.
O encontro reuniu prefeitos e vereadores da região metropolitana de São Paulo. Também participaram o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), e o senador eleito e ex-secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP).
Flávio disse que a campanha vive um momento favorável, mas pediu aos aliados que evitem o clima de "já ganhou". "Não tem nada resolvido", afirmou. Ele cobrou esforço para levar novamente às urnas quem votou nele no primeiro turno e conquistar outros eleitores.
Tarcísio também pediu empenho de prefeitos e vereadores nas duas semanas finais da campanha para reduzir a abstenção e buscar indecisos. O governador disse que "nunca viu uma campanha tão mentirosa" e orientou aliados a rebater as mensagens da oposição.
Nunes convocou as lideranças municipais a distribuir adesivos, organizar bandeiraços e reativar comitês locais. Derrite afirmou que o combate às facções criminosas deve ser prioridade de um eventual governo Flávio.
O candidato prometeu uma gestão próxima dos prefeitos. Na segurança pública, defendeu a construção de mais de meio milhão de vagas em presídios, a elevação para oito anos da pena mínima para "ladrão de celular" e o enquadramento de facções e milícias na legislação antiterrorismo.


