Gisele Bündchen revela o toque no visual que eleva sua sensualidade e autoconfiança!
Declaração da modelo sobre cabelos claros chama atenção para como a cor dos fios pode influenciar a percepção da beleza, da personalidade e da própria imagem

Foto: Redes Sociais
Gisele Bündchen voltou a falar sobre sua relação com a própria imagem e revelou um detalhe que ajuda a explicar a força que o cabelo pode ter na construção de um visual. Em entrevista à revista i-D, a modelo respondeu a uma pergunta enviada por Donatella Versace sobre o significado de “blonde attitude” e brincou que, quanto mais loira está, mais sexy se sente. Para Gisele, a expressão estaria ligada justamente a uma atitude mais ousada e sensual.
A declaração chama atenção para algo que o visagismo observa há muito tempo: a cor dos cabelos não funciona apenas como um elemento estético. Ela interfere no contraste do rosto, na luminosidade da pele, na percepção dos traços e, principalmente, na maneira como a própria pessoa se reconhece diante do espelho.
Para Mari Borges, visagista e terapeuta capilar reconhecida no mercado de beleza por sua abordagem técnica e personalizada, a sensação relatada por Gisele faz sentido dentro de uma análise de imagem. “O cabelo tem uma influência muito grande na nossa percepção. Quando mudamos a cor, principalmente quando falamos de uma mudança significativa como sair de um tom mais escuro para um loiro, não estamos mudando só o cabelo. Estamos mudando contraste, luminosidade e até a forma como os traços do rosto aparecem”, explica.
Segundo a especialista, o loiro pode transmitir diferentes mensagens dependendo da tonalidade, da intensidade da iluminação e da harmonia com a pele e os olhos. Por isso, não existe um único “loiro sexy” ou uma cor capaz de produzir o mesmo efeito em todas as pessoas.
“Não é simplesmente ficar loira para se sentir mais bonita ou mais sensual. O que faz diferença é encontrar o tom que conversa com aquela pessoa. Um loiro mais dourado, um bege, um perolado ou um mais frio vão criar leituras completamente diferentes. O resultado precisa respeitar a pele, os olhos, os traços e, principalmente, aquilo que a pessoa quer comunicar”, afirma Mari.
Essa leitura individual também explica por que uma mesma transformação pode produzir efeitos completamente diferentes em duas pessoas. Para a visagista, a tendência pode servir como inspiração, mas não deve substituir a análise personalizada.
“Quando uma mulher olha para uma referência e pensa ‘é esse cabelo que eu quero’, precisamos entender o que exatamente chamou a atenção dela. Às vezes é a cor, às vezes é a luminosidade, o movimento ou até a sensação de liberdade que aquele visual transmite. O nosso trabalho é traduzir isso para uma versão que faça sentido para ela”, destaca.
No caso de Gisele, a relação entre o loiro e a sensualidade também conversa com a própria trajetória da modelo. O cabelo claro se tornou uma das características mais reconhecidas de sua imagem pública e ajudou a consolidar uma estética associada ao visual natural, iluminado e despojado que marcou sua carreira.
Para Mari, esse vínculo entre cabelo e identidade é justamente um dos pontos mais interessantes do caso. “O cabelo é uma linguagem silenciosa. Antes mesmo de a pessoa falar, ele já está comunicando alguma coisa. E quando existe uma mudança que faz a mulher se olhar e pensar ‘essa sou eu’, o impacto vai muito além da estética. Existe uma questão de identidade e de autoestima envolvida”, diz.
A especialista ressalta, porém, que chegar a um loiro mais claro exige avaliação da estrutura dos fios. Quanto maior a abertura de tom, maior pode ser a necessidade de clareamento e, consequentemente, de cuidados específicos para preservar a fibra capilar.
“Não adianta buscar uma determinada cor sem olhar para a saúde do cabelo. A transformação precisa ser bonita no dia em que é feita, mas também precisa continuar bonita depois. Por isso, diagnóstico do fio, escolha da técnica e manutenção são fundamentais”, finaliza Mari.

