Governo dos EUA avalia aplicar novamente Lei Magnitsky contra Moraes
O assessor Darren Beattie é responsável por acompanhar o ministro

Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a entrar no radar do governo dos Estados Unidos e corre o risco de ser novamente alvo de sanções internacionais. A administração do presidente Donald Trump avalia retomar punições contra o magistrado com base na chamada Lei Magnitsky.
Moraes já havia sido sancionado pelos EUA em julho de 2025. Na ocasião, a medida criou restrições para que o ministro usasse serviços de empresas americanas ou realizasse negociações com instituições do país, além de prever o congelamento de eventuais bens ou ativos em território norte-americano.
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A sanção também foi estendida à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e a uma empresa ligada a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Em dezembro do mesmo ano, porém, a punição acabou sendo suspensa.
Segundo informações do Metrópoles, o tema voltou a ser discutido dentro da administração Trump, o que reacendeu a possibilidade de novas medidas contra o magistrado brasileiro.
Dentro do governo americano, o responsável por acompanhar as ações de Moraes é o assessor sênior do Departamento de Estado Darren Beattie, que é crítico do ministro e vem ao Brasil na próxima semana.
Na última terça-feira (10), Moraes autorizou que Beattie visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua cela na chamada “Papudinha”, uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal localizada dentro do Complexo da Penitenciária da Papuda, em Brasília.


