Governo Trump alega à Justiça 'segurança nacional' para barrar acesso de jornalistas à Casa Branca
Presidente norte-americano cita reportagens sobre guerra no Irã e obra de salão de festas ao justificar restrições impostas a CNN, MS NOW e Politico

Foto: The White House Official
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou na noite de terça-feira (22) que CNN, MS NOW e Político podem ser impedidos de acessar áreas da Casa Branca por decisão do presidente. Os advogados argumentam que a cobertura dos veículos sobre a guerra no Irã e sobre a construção do salão de festas do presidente americano, Donald Trump, poderia representar um risco à segurança nacional que justificaria a proibição.
Os três meios de comunicação denunciaram à Justiça a ordem de Trump, que proibiu na semana passada a entrada de seus jornalistas na residência presidencial como punição por divulgarem o que ele considera “fake news”.
Um juiz distrital norte-americano convocou uma audiência para esta quarta-feira (23) para analisar a ação.
Em um documento apresentado ao tribunal, o Departamento de Justiça defendeu que Trump pode “controlar o acesso de repórteres a áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval”.
As cartas mencionam vários “incidentes de reportagem” por parte dos veículos que “ameaçaram a segurança nacional e espalharam falsidades”. No sábado, a proibição foi implementada e as credenciais dos jornalistas presentes foram confiscadas.
Em uma ação conjunta, CNN, MS NOW e Político solicitaram suspensão urgente do veto presidencial, alegando que a medida viola o direito constitucional da liberdade de imprensa. O veto coincide com um momento em que seus índices de aprovação estão baixos e o Partido Republicano enfrenta o risco de perder o controle do Congresso nas eleições de novembro.


