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Grupo Pão de Açúcar fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões

GPA registrou prejuízo líquido total de R$ 2 bilhões em 2025

Por Da Redação
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Grupo Pão de Açúcar fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões

Foto: Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pelas redes Pão de Açúcar e Extra Mercado, informou nesta terça-feira (10) que protocolou um pedido de homologação de recuperação extrajudicial para renegociação de dívidas com credores financeiros da ordem de R$ 4,5 bilhões. 

A medida envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Segundo a companha, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já recebeu apoio de credores que possuem 46% dos créditos incluídos no processo, o que equivale a R$ 2,1 bilhões. O percentual supera o mínimo exigido pela legislação para dai início ao tipo de negociação. 

O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos das dívidas enquanto a empresa negocia novas condições para quitar as obrigações. O plano tem efeito imediato com prazo inicial de 90 dias, período em que a empresa pode conseguir apoio da maioria dos credores para reorganizar o endividamento.

Segundo a companhia, as operações do grupo não serão afetadas e seguem normalmente. O GPA defendeu que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço da companhia, criando condições para resolver problemas de liquidez no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo.

Entre os principais pontos que auxiliaram na crise do grupo, podem ser citados: baixa demanda em períodos de alta na inflação de alimentos; nível elevado os juros por tempo prolongado; custos com mudanças internas na gestão; pagamentos de dívidas fiscais e trabalhistas; além de reconhecimento de perdas em lojas com baixo desempenho.

Por meio de nota, o grupo explicou que apresentava um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado, resultado de empréstimos e títulos de dívida com vencimento em 2026.

No ano passado, o GPA passou por mudanças relevantes, com o Grupo Coelho Diniz assumindo como principal acionista, com 24,6% das ações. Enquanto o grupo francês Casino, que já foi controlador da companhia, ainda detém uma fatia de 22,5%.

Em 2025, a companhia registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de cerca de R$ 651 milhões, encerrando o exercício com uma dívida líquida de R$ 2 bilhões, enquanto a dívida brutal total somava R$ 4 bilhões.

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