Irã ameaça não disputar Copa do Mundo e cobra garantias da Fifa nos Estados Unidos
Presidente da federação iraniana afirma que país pode desistir do torneio caso não haja respeito às instituições iranianas durante o Mundial.

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O presidente da federação de futebol do Irã, Mehdi Taj, afirmou que terá uma reunião nos próximos dias com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para cobrar garantias de respeito ao país durante a Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Segundo Taj, o Irã pode até desistir da competição caso a entidade máxima do futebol não assegure condições adequadas para a delegação iraniana durante o torneio. A seleção deve ficar sediada nos Estados Unidos e disputar no país as partidas da fase de grupos.
"Diremos à Fifa quais são nossas expectativas. Se eles puderem atendê-las, nós definitivamente participaremos", afirmou o dirigente em entrevista à emissora estatal IRIB. "Mas se não houver garantia de que elas serão atendidas, ninguém tem o direito de nos insultar ou insultar os pilares do nosso sistema", completou.
O dirigente também declarou que o país poderá "tomar uma decisão diferente" caso jogadores iranianos sejam alvo de questionamentos considerados ofensivos pelas autoridades do país.
A tensão aumentou após o Canadá negar a entrada de Mehdi Taj por conta de supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, grupo classificado como organização terrorista por Canadá e Estados Unidos.
O posicionamento de Taj recebeu apoio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, que afirmou que cabe à Fifa garantir as condições necessárias para a participação da seleção no torneio.
O cenário político e diplomático em torno do Irã ganhou ainda mais repercussão após a escalada dos conflitos no Oriente Médio nos últimos meses, aumentando as incertezas sobre a participação do país no Mundial de 2026.


