Jeep Avenger já teve produção iniciada e chega em agosto

SUv compacto tera motor 1.0 e será feito fora do Nordeste

Por Marcos Camargo Jr.
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Jeep Avenger já teve produção iniciada e chega em agosto

O primeiro Jeep brasileiro feito fora do Polo nordestino de Goiana acaba de ter a produção iniciada. E não terá nem a base dos Jeeps que conhecemos nem mesmo seus motores diesel ou 1.3 turbo. O primeiro Jeep fora do Nordeste terá motor 1.0 híbrido leve e plataforma compartilhada com a linha Citroën. 

O Jeep Avenger já está em produção na fábrica da Stellantis em Porto Real (RJ) e será uma das principais apostas da fabricante para disputar o segmento mais competitivo do mercado brasileiro. O modelo marca a entrada da Jeep na faixa dos SUVs compactos de acesso, amplia o portfólio da marca e inaugura uma nova estratégia comercial ao se posicionar abaixo do Renegade.

Depois da revelacao com exclusividade de um protótipo parcialmente camuflado durante testes em Minas Gerais, agora o modelo foi flagrado deixando a linha de montagem da unidade fluminense. O SUV utiliza a plataforma CMP, a mesma empregada nos Citroën C3, Basalt, Aircross e Peugeot 2008, produzidos na mesma fábrica.

A chegada do Avenger ocorre em um momento de forte disputa entre SUVs compactos. Além de enfrentar Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e futuras gerações de modelos do segmento, o Jeep também terá pela frente uma nova geração de concorrentes eletrificados e híbridos vindos de fabricantes chinesas, que ampliaram a pressão justamente na faixa entre R$ 120 mil e R$ 160 mil.

Mais do que lançar um novo produto, a Jeep busca ampliar sua cobertura de mercado. Hoje a marca depende principalmente do Renegade, Compass e Commander. Com o Avenger, passa a atuar também em uma faixa de preço inferior, aumentando o número de opções para consumidores que buscam um SUV compacto sem migrar para outras marcas do grupo Stellantis ou para concorrentes.

Segundo informações publicadas pelo site Autos Segredos, o Avenger deverá chegar inicialmente nas versões Altitude, Longitude e Sahara, além de uma série especial comemorativa pelos 85 anos da Jeep. Também existe a possibilidade da oferta de uma versão Limited no topo da gama.

A configuração Altitude deverá abrir a linha com rodas de liga leve de 16 polegadas, seis airbags, freios a disco nas quatro rodas, freio de estacionamento eletrônico e pacote básico de assistentes de condução. A central multimídia utilizará uma tela menor e os bancos terão acabamento em tecido.

Na versão Longitude, o SUV acrescentará rodas de 17 polegadas, carregador de celular por indução, acabamento interno com materiais sintéticos, piloto automático adaptativo, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa.

A Sahara deverá reunir rodas de 18 polegadas, bancos revestidos em couro, iluminação ambiente e um conjunto mais amplo de recursos eletrônicos de assistência ao motorista.

Caso seja confirmada, a Limited ficará no topo da linha com frenagem autônoma de emergência, reconhecimento de placas de trânsito, central multimídia maior e pacote completo de assistentes à condução.

Primeiro Jeep nacional com motor 1.0

Outra mudança importante será a motorização. Pela primeira vez um Jeep produzido no Brasil utilizará um motor 1.0 turbo.

Todas as versões deverão adotar o conjunto T200 Hybrid de 12 volts, formado pelo motor 1.0 turboflex recalibrado para as próximas normas de emissões. A potência deverá ficar em torno de 116 cv, com torque de 20,4 kgfm e câmbio CVT com simulação de sete marchas.

O sistema híbrido leve utiliza duas baterias de 12 volts e um pequeno motor elétrico responsável por regeneração de energia e auxílio nas acelerações.

Estratégia diferente do Renegade

Com 4,08 metros de comprimento e entre-eixos de 2,56 metros, o Avenger ficará abaixo do Renegade em dimensões e também em posicionamento de mercado.

Apesar do visual alinhado ao restante da família Jeep, o novo SUV utiliza uma arquitetura diferente. A plataforma CMP privilegia redução de custos e eficiência, adotando suspensão traseira por eixo de torção, enquanto o Renegade permanece com a plataforma Small Wide e suspensão multilink nas versões nacionais.

Na prática, a Jeep passa a oferecer dois SUVs compactos com propostas distintas. O Renegade continuará voltado para quem busca um veículo mais robusto e equipado, enquanto o Avenger terá foco em ampliar volume de vendas e disputar clientes que hoje compram Pulse, Kardian, Tera e outros utilitários esportivos compactos.

Produção em Porto Real ganha importância

O Avenger também representa um marco industrial para a Stellantis. Será o primeiro Jeep nacional produzido fora do polo de Goiana (PE), reforçando o papel da fábrica de Porto Real.

A empresa investe cerca de R$ 3 bilhões na unidade fluminense, contratou aproximadamente 800 novos funcionários para a produção do SUV e anunciou a chegada de oito novos fornecedores ao parque industrial, fortalecendo a cadeia local.

Quando chegar às concessionárias, o Avenger deverá partir de cerca de R$ 120 mil, posicionando-se abaixo do Renegade. Com isso, a Jeep amplia sua presença em um segmento que concentra alguns dos maiores volumes de vendas do mercado brasileiro e onde a concorrência cresce rapidamente com a chegada de novos SUVs compactos, híbridos e eletrificados.

 

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