Jeep pode lançar novo Cherokee este ano no Brasil

SUV médio terá motor 1.6 turbo e sistema híbrido

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Jeep pode lançar novo Cherokee este ano no Brasil

A Jeep deu mais um passo que reforça os planos para ampliar sua linha de SUVs eletrificados no Brasil. A marca registrou oficialmente a nova geração do Cherokee no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), movimento que aumenta os indícios de lançamento do modelo no mercado nacional nos próximos meses. Produzido no México, o utilitário deve ocupar um espaço estratégico entre o Commander e o Grand Cherokee dentro do portfólio da fabricante.

A chegada também marca o retorno do nome Cherokee ao mercado brasileiro após um período sem representantes diretos da linha — cenário que teve como último capítulo o Grand Cherokee híbrido plug-in vendido em lote limitado. Agora, a estratégia parece diferente: apostar em volume e eletrificação para disputar espaço em um segmento de maior crescimento.

O novo Cherokee representa uma mudança importante para a Jeep. O SUV abandona os conjuntos aspirados das gerações anteriores e estreia uma arquitetura mais alinhada ao momento atual da Stellantis, com foco em eficiência energética e eletrificação. O modelo passa a utilizar a plataforma STLA Large, base global destinada a futuros SUVs e veículos eletrificados do grupo.

Apresentado inicialmente ao mercado norte-americano e já comercializado desde o ano passado nos Estados Unidos, o Cherokee vem sendo tratado como um dos produtos centrais para recuperação da presença da Jeep em seu principal mercado. O SUV também foi exibido ao público brasileiro durante o último Salão do Automóvel de São Paulo.

Sistema híbrido combina motor turbo e eletrificação

Nos mercados dos Estados Unidos e México, o novo Cherokee utiliza um conjunto híbrido pleno formado por um motor 1.6 turbo de quatro cilindros da família Prince — evolução da arquitetura conhecida pelos motores THP — combinado com dois motores elétricos.

O motor a combustão entrega cerca de 179 cv e 30,6 kgfm, enquanto o sistema trabalha de forma integrada para alcançar aproximadamente 213 cv e 31,8 kgfm de torque combinado.

Segundo dados divulgados pela marca, o SUV registra médias superiores a 15 km/l no ciclo combinado e pode chegar a até 17,8 km/l em uso urbano. A bateria compacta de 1,08 kWh é recarregada automaticamente por frenagem regenerativa e pelo próprio funcionamento do conjunto térmico, sem necessidade de conexão externa.

A transmissão segue o conceito eCVT típico dos híbridos plenos e a tração integral 4x4 permanece como um dos pilares do projeto.

Maior que o Commander e mirando rivais globais

Em dimensões, o Cherokee também cresceu e passa a atuar em uma faixa superior ao Commander. O SUV mede cerca de 4,77 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,71 metro de altura e tem entre-eixos de 2,87 metros.

Com esse porte, o modelo se aproxima do posicionamento de concorrentes globais como Toyota RAV4 e Honda CR-V.

No design, o Cherokee adota linhas mais retas e robustas, antecipando elementos da próxima linguagem visual global da Jeep. A dianteira preserva a tradicional grade de sete fendas reinterpretada, enquanto a traseira aposta em lanternas com assinatura inspirada nos galões militares conhecidos como “Jerry Can”.

Produção mexicana pode facilitar operação brasileira

Outro fator que fortalece uma eventual chegada ao País é a origem mexicana do modelo. Produzido em Toluca, o Cherokee pode aproveitar os acordos comerciais entre Brasil e México, reduzindo custos de importação em comparação ao antigo modelo vendido por aqui vindo dos Estados Unidos.

Embora o registro no INPI não represente confirmação oficial de lançamento, esse tipo de movimento costuma anteceder estratégias comerciais e proteção de propriedade industrial antes da chegada efetiva de novos produtos ao mercado brasileiro.

 

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