Julgamento de Bolsonaro e outros 7 réus da trama golpista no STF terá presença de 501 jornalistas
Corte contará com reforço do esquema de segurança; Sessões serão realizadas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro

Foto: Gustavo Moreno/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que 501 jornalistas irão acompanhar o julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista, que começa na próxima terça-feira (2). Entre os réus, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além de Bolsonaro, sete de seus ex-auxiliares serão julgados. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo formou uma organização criminosa que tentou mantê-lo no poder e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além dos profissionais de imprensa, o STF recebeu pedidos de 3.357 pessoas do público para acompanhar alguma das sessões do julgamento. O público será acomodado no plenário da Segunda Turma do Supremo, onde foram disponibilizados 150 lugares.
O julgamento será realizado na sala da Primeira Turma, onde haverá 80 cadeiras disponíveis para os jornalistas por ordem de chegada.
O STF vai contar com reforço na segurança desde o início da semana. Além do julgamento, outro evento considerado fonte de tensão é o dia de 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil, no domingo.
Na segunda (1º), a Polícia Militar do Distrito Federal vai fechar a praça dos Três Poderes, onde ficam, além do STF, o Congresso e o Palácio do Planalto.
Na terça, primeiro dia do julgamento, haverá presença da tropa de choque da PM, do Bope e do Comando de Operações Táticas. Será feita nas imediações uma varredura com os cachorros treinados da polícia.
Além de policiais militares, a segurança será feita também com policiais judiciais, de tribunais de Brasília e também de outros estados.
Os réus são:
• Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
• Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
• Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
• Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
• Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022;
• Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência, que assinou delação premiada.
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