Juliana Ribeiro e Nelson Rufino são nomeados padrinhos do movimento Palhaços do Rio Vermelho 2026
Escolha dos padrinhos simboliza o encontro entre gerações do samba e da música popular baiana

Foto: Divulgação
Os artistas Juliana Ribeiro e Nelson Rufino foram anunciados como padrinhos desta edição do movimento Palhaços do Rio Vermelho, cujo desfile presta homenagem a Clementino Rodrigues, o eterno Riachão, um dos maiores sambistas da Bahia e do Brasil.
Com mais de uma década de história, o Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho reafirma seu lugar como uma das mais autênticas festas de rua de Salvador, celebrando a cultura popular, a arte e a ocupação criativa do espaço público no tradicional bairro do Rio Vermelho, reduto histórico da boêmia e da produção cultural da cidade.
A escolha dos padrinhos simboliza o encontro entre gerações do samba e da música popular baiana, reconhecidos por suas trajetórias profundamente ligadas à valorização das matrizes culturais afro-brasileiras e à identidade musical da Bahia.
O desfile acontece no dia 31 de janeiro, data que passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Município de Salvador como o Dia Municipal do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, conforme a Lei nº 9.898/2025, sancionada em 13 de novembro de 2025.
A iniciativa é fruto do Projeto de Lei nº 319/2025, de autoria do vereador Silvio Humberto, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. A concentração será na Rua da Paciência, com encerramento na Rua Fonte do Boi, ocupando parte da orla do bairro em uma celebração multilinguagem, popular e vibrante.
O evento promove o encontro entre diferentes gerações e expressões artísticas, levando alegria, cores e reflexão às ruas, além de reforçar valores como inclusão, acessibilidade e respeito ao espaço público, transformado simbolicamente em um grande picadeiro a céu aberto. A abertura do desfile contará com um Ato Simbólico na Ala das Artes, dedicado à homenagem a Riachão, referência incontornável da música popular brasileira e da identidade cultural baiana.
Em seguida, o público acompanha as tradicionais alas de grupos culturais, bandas de fanfarra e percussão, mantendo a energia contagiante que marca o cortejo. Mais do que um desfile, o projeto representa uma importante frente de atuação na proteção, valorização e revitalização das expressões culturais que formam a identidade da Bahia.
Ao envolver diretamente a comunidade local e artistas da capital e do interior, os Palhaços do Rio Vermelho fortalecem o sentimento de pertencimento e asseguram que essas manifestações sigam vivas, inclusivas e inspiradoras para as futuras gerações.


