Justiça manda soltar PM que furtou fuzil de R$ 30 mil em operação mais letal do RJ
Realizada em outubro, ação policial deixou 121 mortos

Foto: Reprodução
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura do policial militar Marcelo Luiz do Amaral, denunciado pelo Ministério Público fluminense (MPRJ) por furtar um fuzil de R$ 30 mil deixado por traficantes durante a Operação Contenção, a mais violenta da história daquele estado, em outubro de 2025. A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles.
Com a decisão, proferida no último mês, Marcelo pôde voltar a atuar na Polícia Militar em um cargo administrativo. Antes, em março, o mesmo aconteceu com o PM Vilson dos Santos Martins, que é acusado de participar do furto do celular de uma moradora e de obstruir a gravação de sua câmera corporal, para não capturar o furto do fuzil por Amaral e outros colegas.
Segundo o relator do caso, o desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, os policiais não oferecem risco de interferência às investigações. Eles foram proibidos de conversar entre si, mas estão em liberdade e sem qualquer monitoramento. O MPRJ se manifestou contra a soltura de Amaral.
O caso
Marcelo Luiz do Amaral aparece em gravações de câmeras corporais tirando peças de um carro roubado por traficantes do Complexo do Alemão e combinando com outros policiais como esconderia um fuzil AK-47, avaliado em R$ 30 mil.
Após a análise das imagens de câmeras corporais de diversos policiais, a Corregedoria da Polícia Militar reconheceu que, dos 19 fuzis apreendidos na casa de uma moradora, um deles não tinha sido apresentado. Martins, Amaral e outros dois agentes são alvos de processos administrativos disciplinares na corporação.
A Operação Contenção foi a mais letal da história do Rio de Janeiro, com 121 mortes. Mais de 2 mil militares atuaram na ação, e 113 pessoas foram presas. Alvo principal, o traficante 'Doca', porém, conseguiu fugir.


