Ludmilla Sena defende a arte como ferramenta para dar visibilidade ao autismo
Em participação no Espectro No Farol, artista destaca a fotografia como meio de revelar vivências invisibilizadas

Foto: FB Comunicações
A artista visual Ludmilla Sena destacou o papel da arte, especialmente da fotografia, como instrumento de comunicação e conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A fala foi feita durante participação no podcast Espectro No Farol, apresentado por Pedro Mendonça.
Ao comentar sua trajetória artística, Ludmilla ressaltou a capacidade da imagem de evidenciar aspectos que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano. “aquilo dali mostra o invisível, sabe? Mostra o detalhe que passa despercebido pelas pessoas”, afirmou, ao se referir ao registro fotográfico.
A artista explicou que foi a partir dessa percepção que decidiu utilizar a arte como meio de ampliar o debate sobre o autismo, principalmente em espaços acessíveis ao público. Segundo ela, exposições em locais como galerias, bibliotecas e ambientes populares permitem alcançar diferentes perfis de pessoas e estimular reflexões. “uma exposição artística é um espaço que tem todo tipo de pessoa circulando”, destacou.
Ludmilla também pontuou que a representação visual pode gerar identificação e fortalecer a autoestima de pessoas neurodivergentes. Para ela, projetos como o que desenvolve podem incentivar outros indivíduos a ocuparem diferentes espaços na sociedade.
Ao final, a artista reforçou a importância de combater estigmas associados ao TEA, especialmente aqueles baseados na aparência. “Autismo não tem cara. O autismo é uma deficiência invisível e que a gente pense antes de julgar uma pessoa simplesmente por causa da aparência dela”, concluiu.
A participação integra a proposta do podcast de ampliar discussões sobre o espectro autista a partir de diferentes vivências e perspectivas.


