Lula protocola no TSE autorização que atende condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilos
Equipe do presidente também cobrou que o senador se apresente o TSE, até as 11h

Foto: Renato Pizzutto/Band
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai protocolar nesta quinta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a autorização que atende as condições impostas pelo senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), para abrir os sigilos bancário e telefônico
A equipe de Lula também cobrou que Flávio apresente a autorização até as 11h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O senador afirmou que aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula cumpra uma série de condições, entre elas, a inclusão de outras pessoas na quebra do sigilo, como o ex-assessor conhecido como Marcola.
Veja exigências
- Quebra do sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, incluindo informações telefônicas, bancárias e fiscais.
- Abertura dos dados do Instituto Lula.
- Divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República e da primeira-dama, Janja da Silva.
- Acesso aos sigilos dos filhos de Lula, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
- Abertura dos dados de empresas ligadas aos filhos e familiares do presidente.
- Divulgação da agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025.
- Acesso aos registros de voos da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo listas de passageiros.
- Divulgação dos registros de reuniões entre Lula e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.
- Acesso aos registros de entrada de Vorcaro e de pessoas ligadas a ele no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada.
- Abertura de informações relacionadas ao ex-ministro Guido Mantega.
- Quebra dos sigilos de Roberta Luchsinger, empresária citada nas investigações relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.
- Abertura dos dados de Edson Claro, mencionado no contexto das investigações.
- Divulgação de informações sobre Frei Chico, irmão do presidente Lula.
- Acesso aos dados do Sindnapi, sindicato do qual Frei Chico é vice-presidente.
- Quebra dos sigilos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.
- Divulgação dos registros de visitantes do Palácio da Alvorada, incluindo visitas de familiares do presidente.
- Acesso aos dados de empresas e pessoas próximas ao presidente que, segundo a campanha do senador, poderiam ter relação com movimentações financeiras investigadas.
- Divulgação de informações sobre contatos telefônicos realizados por meio de assessores de Lula, sob a alegação de que o presidente utilizaria linhas telefônicas de terceiros.
- Ampliação do período de análise dos dados para 20 anos, desde 2003, em contraste com os oito anos inicialmente propostos por Lula.


