Lula reúne ministros após EUA anunciarem novo tarifaço contra produtos brasileiros
Nova tarifa de 25% entra em vigor em 22 de julho.

Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com ministros, nesta quinta-feira (16), para definir a resposta do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Participam do encontro, no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Após a reunião, o governo federal informou que fará dois pronunciamentos sobre o tema, um no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e outro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O novo tarifaço foi confirmado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros a partir de 22 de julho. A medida, no entanto, exclui itens como petróleo, café e carne bovina.
Segundo o governo norte-americano, a decisão é resultado de uma investigação comercial conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos. Entre as justificativas apresentadas estão fatores econômicos, jurídicos e ambientais.
No Brasil, a medida gerou disputa política. Enquanto parlamentares da oposição atribuem a decisão a falhas na condução da política externa do governo Lula, integrantes do Palácio do Planalto afirmam que a iniciativa do governo norte-americano tem motivações políticas e ideológicas.
Em nota divulgada após o anúncio, o governo brasileiro repudiou a decisão e classificou a medida como um "marco lastimável" na relação entre os dois países. O presidente Lula afirmou ainda que pretende acionar a Lei da Reciprocidade Econômica e destacou que, segundo dados do próprio governo dos Estados Unidos, os norte-americanos acumulam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.


