Maio Roxo reforça importância do diagnóstico precoce das Doenças Inflamatórias Intestinais!
Aos detalhes...

Foto: Divulgação
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) têm avançado de forma significativa no Brasil e no mundo, chamando atenção para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado. Dados apontam que mais de 5 milhões de pessoas convivem atualmente com essas doenças no mundo, enquanto um estudo identificou aumento anual de 15% na prevalência das DIIs no Brasil ao longo de nove anos.
“As Doenças Inflamatórias Intestinais são doenças crônicas que causam inflamação persistente no trato gastrointestinal. As duas principais formas são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa”, explica a gastroenterologista do Itaigara Memorial Gastro-Hepato Endoscopia, Neogelia Almeida.
Segundo a médica, embora tenham características semelhantes, as duas doenças apresentam diferenças importantes. A Retocolite Ulcerativa acomete exclusivamente o intestino grosso, causando inflamação contínua na mucosa intestinal. Já a Doença de Crohn pode atingir qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, além de provocar inflamações mais profundas, que podem levar a complicações como fístulas, abscessos e estreitamentos intestinais.
Entre os principais sinais de alerta estão diarreia persistente, sangue nas fezes, dores abdominais recorrentes, perda de peso sem explicação, anemia, cansaço excessivo e urgência para evacuar. Em alguns casos, as manifestações também podem ocorrer fora do intestino, com dores articulares, alterações na pele e inflamações nos olhos. “Sintomas intestinais frequentes ou recorrentes não devem ser ignorados”, alerta Neogelia Almeida.
A especialista destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos intestinais mais graves e irreversíveis. Quando identificadas precocemente, as DIIs apresentam melhores chances de controle, reduzindo riscos de internações, cirurgias e complicações futuras. “Quanto mais cedo a doença é identificada e tratada de forma adequada, maiores são as chances de boa resposta ao tratamento e de melhora na qualidade de vida”, afirma.
O tratamento varia conforme o tipo da doença, a gravidade do quadro e a presença de complicações. As opções incluem terapias medicamentosas convencionais e tratamentos mais avançados, como imunobiológicos e pequenas moléculas, administrados por diferentes vias. O acompanhamento nutricional também faz parte do cuidado integral dos pacientes.
“Conhecer os sintomas, buscar avaliação especializada e fazer o diagnóstico precoce podem mudar a evolução da doença. Informação gera cuidado, favorece o tratamento adequado e contribui para mais qualidade de vida para os pacientes”, ressalta Neogelia.

