Maioria dos brasileiros acredita que classificar facções como terroristas interfere no país, diz pesquisa
Pesquisa do Ipsos-Ipec avaliou as percepções sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

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A maioria dos brasileiros acredita que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) em grupos terroristas é uma forma de interferência em assuntos nacionais. Segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta sexta-feira (26), 54% dos brasileiros pensam dessa forma.
Dentro desse índice, 39% concordam totalmente, 14% em parte, enquanto 24% discorda totalmente e 11% em parte. A decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos foi tomada mesmo sob a oposição do governo brasileiro que considera uma medida arriscada.
O levantamento questionou também sobre a percepção dos brasileiros de que a decisão dos EUA vai melhorar a segurança pública no Brasil. Ao todo, 48% (entre 33% totalmente e 15% em parte) acredita na melhora, enquanto 41% discordam da hipótese, 28% totalmente, 13% parcialmente.
Sobre o risco para as comunidades, um total de 56% dos questionados consideram que a classificação coloca em risco os moradores que vivem em comunidades dominadas pelas facções criminosas PCC e CV, contra 33% que discordam, totalmente ou em parte. Entre os que não sabem ou não responderam estão 8% e os que não concordam nem discordam são 2%.
Outra questão foi a relação da medida anunciada por Donald Trump com o PIX no Brasil. De acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros discordam, totalmente (39%) e em parte (13%) que o PIX será afetado pela decisão. Somente 33% consideram que a classificação é uma ameaça ao PIX.
O Ipsos-Ipec entrevistou 2000 pessoas de 130 municípios, entre os dias 13 e 17 de junho. A pesquisa tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais e um nível de 95% de confiança.


