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Médica denunciada por homofobia e injúria racial em Lauro de Freitas tem liberdade provisória concedida

Jamile Cardoso Silva dos Santos foi solta nesta última terça-feira (28), sob a justificativa de uso de remédios controlados.

Por Da Redação
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Médica denunciada por homofobia e injúria racial em Lauro de Freitas tem liberdade provisória concedida

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A médica Jamile Cardoso Silva dos Santos, acusada por injúria racial e homofobia, passou por uma audiência de custódia e foi solta nesta última terça-feira (28). O caso ocorreu em Lauro de Freitas, no domingo (26), durante um acidente de trânsito. 

Em meio a uma briga de trânsito, a médica ofendeu motoristas por aplicativo, que registraram a denúncia. A Justiça concedeu liberdade provisória sob a justificativa de que não havia os requisitos necessários para determinar prisão preventiva. Foi comprovado que Jamile não tem antecedentes criminais e que tem uma dependência química comprovada, sendo necessário tratamento ambulatorial contínuo. 

Em nota divulgada pela defesa da investigada, o advogado afirma que Jamile tem passado por um período de grande sofrimento emociona após a morte da mãe. Devido ao luto, a médica tem utilizado medicações controladas que alteram o humor.  

A liberdade provisória foi determinada mediante o cumprimento de algumas medidas cautelares: 

Comparecer a todos os atos processuais, manter o endereço atualizado, não se ausentar do distrito da culpa sem autorização;

Comparecer mensalmente em juízo, até o dia 15 de cada mês (ou primeiro dia útil seguinte), para informar e justificar suas atividades, iniciando o cumprimento em até cinco dias após a soltura;

proibição de frequentar estabelecimentos de comércio de bebidas alcoólicas;

suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo prazo de um ano ou até nova decisão da Justiça.

Relembre o caso 

Jamile foi presa em flagrante, suspeita de cometer injúria racial contra um motorista de aplicativo. O caso viralizou nas redes sociais neste domingo (26) e aconteceu em um posto de combustíveis, na Avenida Santos Dumont, no Centro de Lauro de Freitas, na região Metropolitana de Salvador. O crime teria ocorrido a após um colisão entre os carros do motorista e da mulher suspeita.

Durante o desentendimento a mulher teria ofendido o motorista com termos racistas e teria proferidos falas homofóbicas. As agressões foram repetidas na presença dos policiais.
 

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