Médica suspeita de orientar a não dar alta a 'pacientes petistas' é afastada de hospital
Marcella Segato de Sousa Melo foi denunciado ao Ministério Público Federal

Foto: Reprodução/TV Anhaguera
A médica Marcella Segato de Sousa Melo, acusada de orientar uma equipe a não dar alta a pacientes durante o fim de semana das eleições, foi afastada da chefia do setor de ginecologia e obstetrícia no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia.
O hospital não detalhou por quanto tempo ela ficará afastada, nem se a medida é cautelar ou resultado de algum procedimento administrativo.
A denúncia foi divulgada pelo vereador Fabrício Rosa (PT) nas redes sociais, onde ele mostrou uma sequência de mensagens supostamente enviadas pela Dra. Marcella Segato em um grupo interno de profissionais.
Na mensagem, ela teria orientado quem estivesse na enfermaria no sábado e domingo das eleições a não liberar os pacientes. “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”, diz.
O caso foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) na última sexta-feira (2). O advogado Alan Marques, responsável pela denúncia, alegou que a conduta poderia configurar abuso de poder e crime eleitoral por, segundo ele, envolver a posição de chefia da médica e a estrutura de uma unidade pública de saúde.


