MENININHA DO GANTOIS: UM LEGADO DE FÉ, SABEDORIA E RESISTÊNCIA!

Foto: Divulgação
O documentário sobre Menininha do Gantois, exibido pela Rede Bahia nesta sexta-feira, 06 de novembro, proporcionou aos baianos um momento de profunda emoção, encantamento e orgulho da nossa história. Foi uma produção que tocou corações ao retratar, com sensibilidade, dignidade e respeito, a grandiosidade das nossas tradições religiosas e culturais.
Cada depoimento, cada imagem e cada lembrança revelaram a força de uma mulher cuja trajetória ultrapassou os limites do Terreiro do Gantois, tornando-se um símbolo de fé, ancestralidade, sabedoria e resistência.
Mãe Menininha não foi apenas uma referência religiosa: foi uma liderança que projetou a riqueza da cultura afro-brasileira e ajudou a abrir caminhos para o reconhecimento e o respeito às religiões de matriz africana.
As personalidades convidadas a compartilhar suas impressões fizeram isso com elevado respeito e admiração. Os representantes dos Sagrados Terreiros, Sacerdotes, Sacerdotisas, Ekedis, Ogãs, Artistas, Historiadores, Pesquisadores e simpatizantes também ofereceram contribuições preciosas, demonstrando que a história de Mãe Menininha permanece viva na memória, na fé e no coração do nosso povo.
Nosso reconhecimento e aplausos a todos os organizadores desse monumental registro histórico e à TV Bahia pela iniciativa e pela qualidade da produção. Mais do que um documentário, entregaram à Bahia, ao Brasil e ao mundo um verdadeiro patrimônio de memória, identidade e valorização da Ancestralidade Africana.
Tenho a convicção de que essa obra ultrapassará nossas fronteiras e terá o reconhecimento que merece, inclusive em importantes premiações internacionais.
Mãe Menininha do Gantois é eternidade! Sua luz permanece acesa, sua fé continua nos fortalecendo e seu legado seguirá inspirando gerações. Afinal, quando a Ancestralidade fala, a história se curva para ouvir!
"Nesta cidade todo mundo é D'Xun" (Vevé Calazans)
Roberto Olugbenirá Rodrigues.
Ogã de Oyá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.


