Mercado de trabalho aquecido confronta com inadimplência recorde, aponta IBGE

Os indicadores foram divulgados nesta terça-feira (29)

Por Da Redação
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Mercado de trabalho aquecido confronta com inadimplência recorde, aponta IBGE

Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil

A economia do Brasil enfrenta contradições nos números atuais; enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido, com a menor taxa de desemprego na série histórica e com altos rendimentos, as famílias ainda convivem com pouco orçamento e dívidas.

Nesta terça-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou indicadores que mostram a taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em agosto. Além do recorde na ocupação de 103 milhões de pessoas.

O contraste é outro indicador: a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5% em agosto. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011.

Especialistas apontam que o mercado de trabalho aquecido tem ajudado a sustentar a renda e o consumo, mas a alta taxa de juros joga a economia para outra direção: desacelera a atividade econômica e contribui para a inadimplência.

Os dados do IBGE também destacam que o crescimento da ocupação ficou concentrado em setores específicos, como construção e indústria, enquanto outros ficaram estáveis.

Desemprego:

5,3% de taxa de desemprego no encerrado trimestre de agosto, queda de 0,3 percentual em relação ao trimestre de maio.

103,5 milhões de pessoas ocupadas. O número representa alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas).

1% no ano (mais 1,1 milhão).

Ocupação:

103 milhões de pessoas ocupadas (58,6%).

5,8 milhões de pessoas desocupadas

66,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho.

39,5 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada.

13,7 milhões sem carteira assinada.

26,1 milhões que trabalham por conta própria.

Inadimplência

A taxa média de inadimplência subiu nas operações de crédito de 4,9% em julho para 5% em agosto, o maior patamar desde março de 2011, de acordo com o Banco Central.

Pessoas físicas: inadimplência subiu 5,8% em julho para 6% em agosto.

Pessoas jurídicas - inadimplência estável em 3,3% em agosto.

Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Tesouro Nacional mostram que as contas do governo registram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.

O resultado representa uma melhora em relação ao mês de agosto do ano passado, quando o déficit era de R$ 16,2 bilhões.

 

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